Polícia

Menina de 11 anos é agredida por colega dentro de escola no litoral de SP

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande
Segundo informações da família, a menina era perseguida pelo mesmo colega antes de ser agredida com socos; caso aconteceu em Praia Grande (SP)  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 26/06/2026, às 20h10



Uma estudante de 11 anos relatou ter sido agredida com socos por um colega de classe dentro da sala de aula na Escola Municipal Vereador Felipe Avelino Moraes, localizada no bairro Caiçara, em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela mãe da vítima, Erika Neves Demartin, de 43 anos, o episódio ocorreu na última terça-feira (23) após uma discussão entre os alunos.

De acordo com o g1, a agressão foi motivada por um desentendimento sobre fechar a porta da sala.

No momento do ocorrido, nenhum professor ou responsável adulto estava presente no local.

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Relato da vítima detalha histórico de intimidações

A mãe revelou que a filha inicialmente omitiu o caso por medo, mas decidiu relatar os fatos no dia seguinte.

Além das agressões físicas, que deixaram hematomas no rosto da menor, a criança relatou que vinha sofrendo perseguições frequentes nas últimas semanas, incluindo ofensas verbais e danos aos seus materiais escolares.

O estudante envolvido tem 14 anos e estuda na mesma série por motivos de repetência.

Diante do impacto emocional, a aluna se recusou a frequentar as aulas nos dias seguintes por vergonha.

“Hoje ela não quis ir [para a escola] por vergonha, vergonha de ter apanhado e não quis ficar dando explicação para os amigos”, disse a mãe da criança.

Providências adotadas pela direção e andamento do caso

Após tomar conhecimento da situação, a direção da unidade de ensino acolheu a queixa apresentada pela família e aplicou uma suspensão imediata ao estudante envolvido.

O caso foi encaminhado para análise do conselho escolar, órgão que possui a prerrogativa legal de avaliar a gravidade da conduta e determinar uma possível transferência compulsória ou expulsão do jovem da instituição.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a ocorrência foi registrada oficialmente como lesão corporal junto ao 3º Distrito Policial de Praia Grande.

A administração municipal foi procurada para se manifestar sobre as condições de monitoramento das salas de aula, mas não enviou posicionamento oficial até o fechamento desta publicação.

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