Polícia

Mulher agredida com socos no Metrô de SP quebrou joelho, maxilar e nariz

Arquivo Pessoal
Vítima alega tentativa de feminicídio e o caso foi registrado no 73º DP (Jaçanã) como lesão corporal  |   BNews SP - Divulgação Arquivo Pessoal
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 17/06/2026, às 09h14



Após ser agredida dentro da estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Norte de São Paulo, na última segunda-feira (15), a auxiliar de compras Larissa Ramos Raudenberg, de 24 anos, teve o maxilar, joelho esquerdo, nariz e três dentes quebrados.

O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã) como lesão corporal, mas Larissa diz que trata-se de uma tentativa de feminicídio. Ela vai ser submetida a um exame de corpo de delito nesta quarta-feira (17) e vai registar nova queixa na polícia. 

De acordo com o boletim de ocorrência, Larissa acessou a estação e se posicionou na plataforma de embarque no sentido Tucuruvi, quando começou a ser agredida de forma inesperada pelo homem identificado como Rodrigo de Oliveira.

Segundo Larissa, as agressões começaram com uma perseguição à sua amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, com quem o suspeito teria feito um breve contato visual e corrido atrás dela logo em seguida. Apesar de a mulher já estar no chão e machucada, o agressor continuou desferindo chutes em sua face e na cabeça.

"Ele avançou para cima da gente. Não foi tentativa de roubo, porque eu estava com dois celulares, um da empresa e o meu pessoal. Os aparelhos caíram no chão e mesmo assim ele não quis, viu que eu desmaiei, mas continuou me batendo. Ele queria que eu morresse, queria a minha vida", disse Larissa em entrevista ao g1.

A vítima recebeu os primeiros atendimentos no local e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô, onde permaneceu sob cuidados médicos. Ela já recebeu alta e se recupera em casa.

"Eu fraturei o nariz, o maxilar, estou com bastante inchaço no rosto, quebrei três dentes e fraturei o joelho, estou mancando", disse.

Larissa ainda contesta a decisão da polícia de registrar o caso como lesão corporal. "Ele foi preso e já saiu da prisão, porque alegaram lesão corporal, mas para mim foi uma tentativa de feminicídio. Quiseram deixá-lo solto, ontem foi comigo, mas amanhã pode ser com outra que talvez não sobreviva", pontuou a vítima.

Estação de metrô
Divulgação/ Governo de SP

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