Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 24/10/2026, às 18h20
Uma mulher marroquina, integrante de uma família de refugiados acolhida no Brasil, foi resgatada pela Polícia Militar após fazer o sinal internacional silencioso de socorro dentro da casa onde mora, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo.
A vítima estava com um bebê no colo quando foi atendida pelos agentes, na sexta-feira (23). A ocorrência foi registrada pela câmera corporal de um dos policiais.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a denúncia foi feita pela filha do homem suspeito de violência doméstica contra a esposa. A adolescente, de 13 anos, acionou o telefone 190.
Uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU), que atua no apoio a refugiados, também procurou as autoridades após receber um pedido de ajuda da vítima.
Ao chegarem à residência, os policiais perceberam que a mulher fazia o gesto reconhecido internacionalmente como um pedido silencioso de socorro. O sinal consiste em mostrar a palma da mão, dobrar o polegar para dentro e fechar os demais dedos sobre ele.
As imagens mostram a vítima segurando uma criança enquanto um dos agentes identifica o gesto e alerta os colegas. Durante o atendimento, a mulher afirma que não entende português.
“Eu não entender o português”, diz a marroquina ao fazer o sinal. “Ela fez sinal”, responde o policial.
Após reconhecerem o pedido de ajuda, os agentes retiraram a mulher e o bebê da residência. De acordo com a SSP, o homem estava alterado e foi afastado da vítima para garantir a segurança dela. As imagens também mostram o suspeito sendo algemado e detido.
Como a mulher não fala português, os policiais utilizaram um aplicativo de tradução no celular para conversar com ela. A ferramenta convertia as mensagens dos agentes para o árabe e traduzia as respostas da vítima para o português.
Em um dos momentos registrados, um policial tenta tranquilizá-la por meio do aplicativo. “Pode ficar tranquila. Hoje você não vai voltar. Fica tranquila”, diz o agente.
Com o auxílio da ferramenta, a mulher conseguiu relatar o que havia acontecido dentro da residência.
Segundo o g1, a equipe permaneceu no local prestando assistência à vítima e aos familiares. A funcionária da ONU também acompanhou o atendimento e ajudou na comunicação.
O caso foi encaminhado à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação.
O gesto é utilizado para que vítimas de violência peçam ajuda sem chamar a atenção de um possível agressor. Para fazê-lo, a pessoa mostra a palma da mão, dobra o polegar para dentro e fecha os outros dedos sobre ele, formando um punho.
O sinal permite que a vítima comunique discretamente que está em perigo e precisa de ajuda.
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