Polícia
A Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, aparece como a via mais perigosa para quem circula de moto pela capital. Segundo o Mapa do Crime de São Paulo, a região registrou 47 roubos de motocicletas em 2025, além de 44 roubos de carros, liderando também entre os ataques a motoristas.
A via já ocupava o topo do ranking de roubos de carros nos anos anteriores, mas esta é a 1ª vez desde 2023 que ela também entra entre as 10 ruas com mais roubos de motos, reforçando a concentração da criminalidade na região.
O levantamento mostra que os crimes contra motociclistas seguem um padrão semelhante ao dos roubos de automóveis, com predominância na Zona Sul. Dos 10 pontos com mais registros envolvendo motos, 7 estão nessa parte da cidade, segundo O Globo.
O local com maior incidência de roubos de motocicletas fica em um raio de 500 metros próximo ao encontro da Estrada Pirajussara Valo Velho com a Avenida Carlos Lacerda, no Capão Redondo. A área lidera o ranking e reforça a vulnerabilidade da região para esse tipo de crime.
Além disso, o corredor entre a Avenida dos Funcionários Públicos e a própria Estrada do M’Boi Mirim, no Jardim Herculano, também concentra altos índices de roubos de carros e motos. Os dados mostram que a criminalidade se repete em poucos trechos da cidade, formando verdadeiros pontos críticos.
Enquanto isso, vias do Centro, antes mais associadas a roubos de celular, perderam espaço para regiões periféricas com grande fluxo de veículos e congestionamentos constantes, o que facilita a ação dos criminosos.
A expansão das quadrilhas conhecidas como “quebra-vidros” também alterou a lógica dos roubos em São Paulo. Antes mais comuns em áreas com intenso fluxo de pedestres, os crimes passaram a se concentrar em avenidas travadas pelo trânsito, onde motoristas e motociclistas ficam mais expostos.
A Avenida do Estado lidera os roubos de celular com 314 registros em 2025, mas a Estrada do M’Boi Mirim ganhou destaque justamente pela combinação entre tráfego intenso e vulnerabilidade dos condutores.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o combate a esse tipo de crime virou prioridade, com reforço no policiamento em eixos viários estratégicos e ações voltadas à repressão da receptação. Desde 2023, mais de 50 mil suspeitos foram presos pelas polícias Civil e Militar, de acordo com a pasta.
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