Polícia

Operação do MP prende auditor suspeito de fraudes tributárias em Osasco

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Operação do MP-SP prendeu auditor fiscal e investigou esquema de corrupção e fraudes tributárias que teria movimentado R$ 1 bilhão  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 13/03/2026, às 13h57



Nesta sexta-feira (13), uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) resultou na prisão de um auditor fiscal suspeito de participar de um esquema de corrupção e fraudes tributárias instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco.

O órgão faz parte da Secretaria da Fazenda do Estado e é responsável pela fiscalização e assuntos tributários na cidade.

Segundo os investigadores, o auditor trabalhava na unidade de Osasco e foi preso em Valinhos.

Prisão de intermediária em São Paulo

Durante a operação, outra pessoa também foi presa na capital paulista.

De acordo com o Ministério Público, ela não possuía vínculos trabalhistas com a Secretaria da Fazenda, mas foi encontrada com “diversos computadores funcionais e certificados digitais pertencentes a agentes fiscais de renda”.

Mandados de busca e afastamentos

Chamada de “Mágicos de Oz”, a operação cumpriu ainda 20 mandados de busca e apreensão. Como parte das medidas determinadas pela Justiça, quatro agentes fiscais de renda foram afastados de suas funções.

Além disso, um vice-prefeito do interior paulista também foi afastado do cargo por determinação judicial. A defesa do político não se pronunciou.

Estrutura organizada de pagamento de propina

De acordo com as investigações, o grupo teria montado uma estrutura para intermediar o pagamento de propinas em nome de agentes públicos.

O dinheiro seria recebido por terceiros e, na sequência, submetido a operações de lavagem para ocultar a origem.

O objetivo do esquema, segundo o Ministério Público, seria favorecer empresas em questões fiscais dentro da estrutura tributária estadual.

Ligação com outra investigação

A apuração que levou à operação teve origem em descobertas feitas durante a chamada “Operação Ícaro”. Na ocasião, foi preso o empresário Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma.

Um executivo ligado ao varejo também havia sido preso naquela investigação. Conforme estimativa dos investigadores, o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde maio de 2021.

*Com apuração do g1

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