Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 18/06/2026, às 10h47
Após a jovem identificada como Larissa Ramos Raudenberg, de 24 anos, ser agredida em uma estação da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Norte de São Paulo, o pai dela, Paulo Roberto Raudenberg, fez um forte desabafo ao saber que o autor do crime já estava solto.
Larissa chegou a desmaiar na estação por conta das pancadas e teve o maxilar, joelho esquerdo, nariz e três dentes quebrados. O suspeito foi preso em flagrante pelos seguranças da estação e solto no mesmo dia, ao ser encaminhado ao 73° Distrito Policial do Jaçanã, onde o caso foi registrado como lesão corporal.
Pai desabafou
“É uma vergonha o sistema de Justiça desse país. O rapaz quase matou a minha filha e enquanto eu estava no hospital com ela, ele já tinha sido solto”, desabafou Roberto em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (17).
“É muito revoltante uma jovem ser agredida dessa forma e sem motivo, só porque estava esperando o Metrô, e o agressor não ficar preso, sair pela porta da frente da delegacia. Me informaram que o agressor já tinha dois boletins de ocorrência registrados por agressão. A polícia parece que tá esperando ele matar alguém para prender?”, acrescentou.
SSP se pronunciou
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o agressor Rodrigo de Oliveira, de 25 anos, foi identificado, detido e liberado ainda na delegacia. A SSP esclarece que a agressão está sob investigação e a "tipificação do crime poderá ser revista conforme o avanço das investigações e a análise dos laudos periciais".
Por meio de nota, a SSP afirmou que o caso foi encaminhado ao 39º Distrito Policial, que vai ouvir Larissa e amiga sobre o ataque, além de colher imagens das câmeras de segurança da estação, para responsabilizar o autor.
"É importante esclarecer que a natureza da ocorrência é definida com base nas informações disponíveis no momento do registro. No entanto, a tipificação do crime poderá ser revista conforme o avanço das investigações e a análise dos laudos periciais. A Polícia Civil permanece à disposição da família para prestar todos os esclarecimentos e orientações necessários sobre o caso", disse a pasta.
Pai da jovem critica falta de segurança na estação
O pai da jovem lamentou também a falta de empregados no Metrô para cuidar da segurança dos passageiros que deixa, segundo ele, os passageiros vulneráveis.
“O próprio funcionário me disse que a estação tinha cerca de 15 funcionários e agora tem apenas dois no horário para contar de uma estação inteira. É uma situação que revolta ainda mais, porque a gente percebe que não tem segurança, para as mulheres principalmente, nem dentro, nem fora do transporte público. O cidadão está completamente desprovido de proteção contra esses malucos, que sei lá se estava drogado ou não”, contou.
“A minha filha está traumatizada e em choque. Apesar dela ser guerreira e forte, ela ficou muito machucada e com vergonha do rosto todo desfigurado. Ela só decidiu denunciar porque insisti em levar isso pra imprensa. Porque não dá pra uma violência como essa ficar impune e não ser denunciada”, disse.
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