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PF nas ruas: Organização usava imunidade diplomática para contrabandear eletrônicos no aeroporto de Viracopos

Foto: Divulgação/Polícia Federal
Investigação revela que grupo forjava imunidade diplomática para entrar no Brasil com toneladas de mercadorias sem pagar impostos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Polícia Federal
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 23/09/2026, às 08h25



A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23), a Operação Rota Diplomática, cujo objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada na entrada ilegal de eletrônicos no Brasil em grande escala.

O grupo utilizava falsas malas diplomáticas, com identificação fraudulenta atribuída ao Chipre, para burlar a fiscalização alfandegária no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). 

Durante a ação, a PF cumpre nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Os alvos das equipes policiais estão localizados nos municípios paulistas de Indaiatuba, Santana de Parnaíba, Mauá e na capital São Paulo.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações da Polícia Federal, a organização criminosa atuou fortemente entre os anos de 2023 e 2024, período no qual conseguiu introduzir no país cerca de 230 toneladas de mercadorias clandestinas

Entre os itens importados ilegalmente, destaca-se uma grande quantidade de eletrônicos de alto valor, como smartphones e periféricos. 

Para colocar a fraude em prática, o grupo forjava documentos e etiquetas que simulavam imunidade diplomática sob a bandeira do Chipre. Assim, ao utilizarem o pretexto de "mala diplomática", as cargas tentavam evadir o controle da Receita Federal e da PF para evitar a incidência de impostos e fiscalizações alfandegárias de rotina.

Bloqueio de bens e prejuízo financeiro

Além do cumprimento das ordens de busca para apreensão de novos documentos e equipamentos, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$20 milhões em bens e valores vinculados aos investigados. 

O montante visa garantir o ressarcimento dos cofres públicos pelos prejuízos decorrentes do descaminho e de eventuais crimes conexos.

Os suspeitos podem responder por crimes como organização criminosa, descaminho e falsificação de documentos, com penas que podem ultrapassar vários anos de reclusão, além de multas e sanções administrativas severas decorrentes dos prejuízos causados pelo comércio ilegal dos produtos trazidos de fora. 

Classificação Indicativa: Livre

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