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Polícia Civil de SP investiga organização criminosa chinesa

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Ação o Deic, Ministério Público e Sefaz cumpre mandados em dois estados e bloqueia bens de alto valor atribuídos ao esquema de organização criminosa  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Globo
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 12/02/2026, às 10h56



Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) foi deflagrada nesta quinta-feira (12) contra uma organização criminosa chinesa suspeita de ligação com o PCC e de atuar em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro por meio da venda de produtos eletrônicos.

As investigações apontam movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, como citado pelo G1.

Ao todo, cerca de cem policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumprem 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão em São Paulo e em Santa Catarina.

Esquema envolvia empresas de fachada

De acordo com a apuração, os produtos eram comercializados por meio de uma plataforma principal, mas os pagamentos eram direcionados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem para ocultar a origem dos recursos. As notas fiscais, por sua vez, eram emitidas por outras empresas, dificultando o rastreamento financeiro.

operação policia civil
Foto: Divulgação

A polícia afirma que uma das empresas envolvidas está registrada em nome de um integrante do PCC que atuava como laranja. O grupo utilizava membros de facções criminosas como sócios formais e também como beneficiários de imóveis de alto padrão, numa tentativa de blindar patrimônio e disfarçar a real estrutura da organização.

Bloqueio bilionário de bens

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) obtiveram decisão judicial para o sequestro de valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão.

Entre os bens bloqueados estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e aplicações financeiras.

As autoridades apuram agora a extensão da rede e a possível participação de outros envolvidos. A investigação segue sob sigilo para não comprometer novas diligências e eventuais desdobramentos da operação.

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