Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 21/07/2026, às 19h30
A Polícia Civil de São Paulo investiga a possibilidade de que o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tenha sido ordenado por um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que cumpre prisão no sistema penitenciário paulista.
Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, a linha de investigação surgiu após uma denúncia encaminhada ao Disque Denúncia (181), que apontou que a ordem para o ataque teria sido transmitida de dentro de uma unidade prisional por meio de pessoas que estavam em liberdade.
Por ainda não haver confirmação sobre a autoria intelectual do atentado, a identidade do suspeito é mantida sob sigilo pelas autoridades.
De acordo com os documentos aos quais o Metrópoles teve acesso, o preso seria ligado à cúpula da organização criminosa e teria contado com integrantes que estavam fora da cadeia para repassar as determinações e dar suporte financeiro e logístico ao plano.
A denúncia foi classificada como de alta prioridade e passou a integrar as investigações conduzidas pela Polícia Civil. A Polícia Militar confirmou que o homem citado na denúncia está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) IV de Pinheiros, na zona oeste da capital, desde setembro de 2025.
As apurações também indicam que pessoas ligadas à chamada "sintonia final de rua" do PCC, além de criminosos que atuam na zona leste de São Paulo e na comunidade de Heliópolis, podem ter participado da articulação do atentado.
Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o ataque teria sido executado por uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Enquanto dois suspeitos seriam responsáveis pelos disparos, outros teriam atuado na logística e na fuga.
O atentado ocorreu em 27 de junho, quando o tenente aguardava a abertura de um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Dois homens chegaram em uma motocicleta e um deles efetuou disparos contra o policial, que estava de folga e sem uniforme. O oficial foi socorrido em estado grave.
As investigações seguem em andamento e a motivação do crime ainda não foi esclarecida.
Um dos suspeitos apontados como peça importante para o caso, Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, morreu durante uma ação da Rota após o atentado. Já Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias e apontado como o autor dos disparos, permanece foragido.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro de Golias, que também teve o nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
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