Polícia
por Marcela Guimarães
Publicado em 08/08/2026, às 12h21
Um médico que atua como chefe do Departamento de Anestesiologia do Hospital Salvalus, na capital paulista, foi autuado e preso em flagrante na noite da última sexta-feira (7).
O investigado é suspeito de estupro de vulnerável tendo como vítima uma colega de profissão, médica anestesiologista da mesma instituição.
O caso foi formalmente registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e ocorreu em um apartamento situado no bairro do Cambuci, na região central de São Paulo, conforme consta no boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Civil.
De acordo com o registro, o encontro havia sido combinado entre os colegas de trabalho para celebrar a publicação de artigos acadêmicos de autoria da vítima.
Durante a ocasião, houve ingestão de bebidas alcoólicas e, segundo o relato oficial, o consumo de uma substância entorpecente.
O último momento nítido da memória da vítima seria o instante em que caía no banheiro. Em sequência, ao retomar gradualmente a lucidez, ela buscou o celular para acionar a mãe e uma amiga.
Também consta no boletim que a mulher trazia vestes e acessórios ao entrar no imóvel, mas foi localizada posteriormente com roupas diferentes e sem os adereços.
Ela ainda relatou flashes nos quais o suspeito tentava praticar relação sexual anal sem o seu consentimento.
Uma amiga da vítima, que também exerce funções no Hospital Salvalus, declarou à polícia ter recebido um pedido de socorro por volta das 21h. No contato, a vítima informou que passava mal e alegava ter sido dopada.
Ao chegar ao local, a testemunha encontrou a colega profundamente transtornada e sob aparente influência de substâncias.
A médica foi então levada ao Hospital da Mulher, onde recebeu assistência médica e foi submetida a exames periciais. O registro policial aponta que ela também reclamava de dores na região íntima.
A mulher exibia sinais indicativos de alteração psíquica ou de consciência, mostrando-se incapaz de relatar o ocorrido naquele momento.
Em interrogatório, o médico confirmou que o encontro com a colega teve como propósito comemorar a divulgação de artigos científicos.
Segundo o registro oficial, ele alegou ter providenciado a compra de LSD a pedido da própria vítima, e que ambos consumiram a substância e álcool após o almoço.
O investigado sustentou que, após o uso do entorpecente, a colega sentiu-se mal, sofreu uma queda no banheiro e foi auxiliada por ele até o quarto.
O médico argumentou também ter sofrido alterações sensoriais e de memória, negando qualquer lembrança de atos sexuais, beijos ou violência física contra a colega.
*Com informações do g1
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