Polícia

Suspeito de financiar atos golpistas de 8 de janeiro é preso nos EUA

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Investigação aponta possível financiamento da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 por empresário mineiro e ganha novo capítulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes sociais.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 11/04/2026, às 17h30



O empresário mineiro investigado por suspeita de financiar os atos golpistas de 8 de janeiro foi preso nos Estados Unidos, ampliando o alcance internacional das apurações sobre os ataques em Brasília. A informação foi divulgada pelo UOL.

A detenção ocorreu em meio ao aprofundamento das investigações que buscam identificar financiadores e articuladores dos atos considerados antidemocráticos.

O suspeito, identificado como Esdras Jônatas dos Santos, é alvo de apurações por possível envolvimento no custeio de atividades relacionadas às invasões das sedes dos Três Poderes.

Alvo das investigações

As autoridades brasileiras vêm concentrando esforços para mapear não apenas os participantes diretos dos atos, mas também os bastidores financeiros que sustentaram a mobilização.

Nesse contexto, empresários e pessoas com capacidade de financiamento passaram a ser foco central das investigações.

A suspeita é de que recursos tenham sido utilizados para viabilizar transporte, logística e outras despesas ligadas aos manifestantes que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro. A prisão nos Estados Unidos indica que o caso pode envolver cooperação internacional entre órgãos de investigação.

Conexões e desdobramentos

A captura do empresário fora do Brasil representa um novo estágio nas apurações, que já vinham avançando em diversas frentes. O fato de o suspeito estar em outro país levanta questões sobre possíveis tentativas de evasão ou mesmo conexões internacionais.

Além disso, o episódio reforça o entendimento das autoridades de que o financiamento dos atos é uma peça-chave para compreender a dimensão e a organização das invasões. Investigações anteriores já apontavam para uma estrutura que ia além da atuação espontânea dos golpistas.

Impacto político e jurídico

O caso também repercute no cenário político e jurídico, uma vez que amplia a pressão por responsabilização não apenas dos executores, mas também de quem teria viabilizado financeiramente os atos.

Especialistas avaliam que identificar e punir financiadores pode ter efeito direto na prevenção de novos episódios semelhantes, ao atingir a base estrutural das mobilizações.

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