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Suspeitos pela morte de jovem no interior de SP continuam presos; entenda

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A investigação da Polícia Civil colhe depoimentos dos suspeitos envolvidos com a empresa de atividades radicais na Ponte do Esqueleto, em Limeira  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Globo
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 17/06/2026, às 12h16



Os três homens presos em flagrante pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, continuam detidos após terem a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

O acidente ocorreu na manhã de sábado (13), na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

A Polícia Civil indiciou os suspeitos por homicídio com dolo eventual, por entender que os responsáveis assumiram o risco de causar a morte da jovem ao permitir o salto sem os procedimentos básicos de segurança.

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Dinâmica do incidente e tentativa de fuga

Segundo a CNN Brasil, a vítima foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros em queda livre.

Os funcionários da empresa organizadora, identificada como Entre Cordas, não realizaram a fixação da corda guia necessária para sustentar a jovem no colete de segurança.

Testemunhas e uma profissional de saúde tentaram realizar manobras de reanimação cardiorrespiratória (RCP) na vítima até a chegada do SAMU, que constatou o óbito por politraumatismo.

Quando os primeiros policiais militares chegaram, dois homens se identificaram como funcionários, entregaram seus documentos pessoais, mas fugiram em direção a uma área de mata assim que um dos agentes se afastou para apoiar o resgate.

A Polícia Militar acionou reforços terrestres e uma aeronave do grupamento aéreo para fazer o cerco na região de vegetação, conseguindo localizar e deter os indivíduos.

Ao todo, seis pessoas ligadas à organização da atividade foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, e três delas foram mantidas presas.

Histórico de risco na Ponte do Esqueleto

As autoridades policiais e o Ministério Público destacaram que, além da negligência específica apontada no caso de Maria Eduarda, a escolha do local para a atividade comercial agrava a responsabilidade dos envolvidos.

A estrutura da Ponte do Esqueleto possui um histórico conhecido de ocorrências graves e acidentes fatais anteriores.

O espaço vinha sendo utilizado de forma informal para o turismo de aventura e competições de esportes radicais, apesar de alertas prévios de órgãos de fiscalização sobre os riscos estruturais e a falta de autorização oficial para fins comerciais na área.

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