Polícia
Um depoimento prestado à Polícia Civil trouxe novos detalhes para a investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, encontrada baleada dentro do apartamento onde morava com o marido, na região do Brás, no centro de São Paulo.
Segundo uma testemunha, três policiais militares entraram no imóvel horas após o disparo para realizar a limpeza do local.
A informação foi dada por uma inspetora do condomínio, de 48 anos, que relatou ter acompanhado parte da movimentação no prédio no mesmo dia da ocorrência.
De acordo com o depoimento, as policiais, duas soldados e uma cabo, chegaram ao apartamento no fim da tarde e entraram no imóvel por volta das 17h48, sgundo informações do Metrópoles.
Segundo a testemunha, o local ainda apresentava marcas do atendimento prestado pelas equipes de resgate horas antes.
Pela manhã, socorristas haviam tentado reanimar Gisele dentro da sala do apartamento após ela ser encontrada caída no chão com um ferimento de bala na cabeça.
Imagens registradas no interior do imóvel mostravam grande quantidade de sangue espalhada pelo chão da sala. As marcas teriam sido provocadas durante as manobras realizadas pelas equipes de emergência na tentativa de salvar a policial.
A inspetora também relatou que outras pessoas entraram no apartamento após o atendimento inicial da ocorrência. Entre elas estaria o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da soldado.
Segundo o depoimento, o oficial voltou ao imóvel ainda no mesmo dia para buscar alguns pertences antes de seguir viagem para São José dos Campos, no interior paulista.
A testemunha afirmou ainda que, logo após o disparo, o coronel permaneceu no corredor do prédio falando ao telefone e conversando com policiais que estavam no local.
Em outro momento, ele também teria entrado novamente no apartamento e tomado banho, mesmo após o ocorrido.
A soldado Gisele Alves Santana foi baleada na manhã de 18 de fevereiro. O chamado de emergência foi registrado por volta das 7h57, após a informação de que uma policial havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.
Equipes de resgate foram enviadas ao local e iniciaram manobras de reanimação ainda dentro do apartamento.
A vítima foi levada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, mas morreu às 12h04, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pelo tiro.
Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil.
A Corregedoria da Polícia Militar também abriu procedimento para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao caso.
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