Política

Advogado e ex-dirigente da Fazenda de SP são presos por suspeita de esquema de propina

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André Weiss e João Buttini são acusados de integrar esquema de propina que cobrava para liberar créditos tributários  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução / MPSP

Publicado em 03/09/2026, às 08h11   Natane Ramos



Na manhã desta quinta-feira (3), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) prendeu André Weiss, que era o número 3 da Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado até maio deste ano, e o advogado João Buttini. Os dois são suspeitos de integrar uma organização criminosa que cobrava propina para a liberação de créditos tributários.

Ao todo, são realizadas buscas em 47 endereços na capital, na Grande São Paulo, no interior paulista e em Mato Grosso do Sul, para a identificação dos envolvidos no esquema de propina. Entre os alvos, está Vitor Manuel dos Santos Alves Jr., ex-diretor executivo da Diretoria Executiva da Administração Tributária (Deat) da Secretaria da Fazenda.

De acordo com a investigação, o advogado teria transferido cerca de R$ 13,6 milhões ao então delegado regional tributário do Butantã entre 2021 e agosto de 2025. O ex-delegado afirmou ter passado aproximadamente R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo a um ex-dirigente da administração tributária estadual, dinheiro em espécie transportado em mochilas.

A investigação contra o esquema de propina conta com a ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos Financeiros (Gedec), de unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar.

Entenda como funciona o esquema

O esquema investigado pelo MPSP teria usado procedimentos ilegais para transformar créditos de ICMC, um sistema em que uma empresa antecipa o pagamento do imposto, em um mercado clandestino. 

De acordo com o Ministério Público, os suspeitos cobravam propina para facilitar a utilização dos créditos acumulados, com cobranças de 1% a 10% do valor dos créditos envolvidos.

Servidores públicos participavam do esquema, acelerando ou aprovando os pedidos de ressarcimento, recebendo parte dos valores repassados pelos profissionais particulares. O MSP suspeita que há suspeitos em diferentes níveis da administração tributária contribuindo para a corrupção.

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