Política
por Vinicius Brito
Publicado em 10/10/2026, às 07h31
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da PEC que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
O Senado já realizou três das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação da PEC. As duas restantes estão previstas para terça-feira (13) e quarta-feira (14). Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos. Como o intervalo entre as votações exige cinco dias úteis e três sessões de discussão, a ritmo atual, conclusão da análise deve ocorrer somente após as eleições.
O governo Lula pretende apresentar na próxima semana um requerimento de calendário especial para permitir a votação dos dois turnos da PEC no mesmo dia, mediante possível quebra do intervalo regimental. A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, reúne as assinaturas necessárias para protocolar o pedido. Davi Alcolumbre afirmou que pautará o requerimento assim que ele chegar à Mesa. A aprovação depende de maioria simples do plenário.
A maioria dos senadores da oposição não compareceu às sessões de discussão da PEC nesta semana, em uma estratégia para evitar o quórum necessário e impedir o avanço do prazo regimental para a votação.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que votar uma proposta desse porte durante o período eleitoral “não faz bem ao país”. Ele classificou a discussão como oportunista e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.
Aliados da oposição também temem que a aprovação da proposta beneficie Lula eleitoralmente. Ao mesmo tempo, há a avaliação de que votar contra o fim da escala 6x1 possa prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
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