Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 17/03/2026, às 13h33
O apresentador Carlos Massa, popularmente conhecido como Ratinho, de 70 anos, comentou na edição de segunda-feira (16) de seu programa no SBT a polêmica envolvendo declarações feitas dias antes, quando afirmou que a deputada Erika Hilton (PSOL), de 33, “não é uma mulher”.
A fala virou discussão nas redes sociais, com acusações de transfobia e o início de uma ação judicial realizada pela parlamentar.
Durante seu programa na TV, Ratinho disse que foi surpreendido pela repercussão negativa da situação.
“Fui envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa. Centenas de pessoas fizeram comentários nas redes sociais ou em publicações. Quero agradecer a todos que me apoiaram, nem tive como acompanhar as milhares de mensagens, quase todas unânimes com comentários favoráveis. Muita gente, muita gente mesmo concordou comigo”, iniciou ele.
Ao abordar as críticas, o apresentador afirmou que sua forma de se expressar sempre foi direta e que isso costuma virar polêmica.
“De todos os defeitos que eu tenho, e eu tenho muitos, o que mais incomoda as pessoas é a minha sinceridade, desde que comecei na televisão. Eu não sou garoto de internet, quando eu comecei na TV e no rádio não tinha internet. É o meu jeito direto e reto de falar as coisas e, nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e ‘lacração’, que naquele tempo não tinha”, explicou.
Ratinho também deixou claro que não pretende mudar sua postura diante das críticas. Ele afirmou que continuará mantendo o mesmo posicionamento, independentemente da reação do público.
“Quem gosta de mim vai continuar gostando, quem não gosta vai continuar não gostando. Eu não vou mudar meu jeito de ser para agradar quem quer que seja. Fica o recado. Eu não vou mudar”, finalizou o apresentador.
Antes do pronunciamento no SBT, o apresentador já havia comentado o caso em suas redes sociais, na última sexta-feira (13).
Na publicação, ele defendeu o direito de fazer críticas políticas, ao mesmo tempo em que mencionou respeito à população trans.
“Defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, disse Ratinho.
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