Política
por Andrezza Souza
Publicado em 16/05/2026, às 15h28
A Sabesp anunciou a suspensão, por 15 dias, de todas as obras em logradouros públicos no estado de São Paulo que tenham interferência direta em redes do sistema público de gás.
A medida, de caráter preventivo, foi tomada na sequência da explosão ocorrida na segunda-feira (11) na Rua Piraúba, no Jaguaré, Zona Oeste da capital, que matou dois homens.
De acordo com a companhia, a paralisação visa revisar procedimentos operacionais, protocolos de segurança e fluxos de atuação adotados nas obras, além de permitir a elaboração de um plano adicional de melhorias e reforço da segurança operacional.
A decisão, no entanto, veio acompanhada de uma nova ocorrência. Na quinta-feira (14), uma escavação da Sabesp na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na Zona Leste, perfurou uma rede da Comgás e provocou vazamento de gás.
A obra não estava entre as 30 intervenções que o governador Tarcísio de Freitas havia anunciado como suspensas durante visita ao Jaguaré na quarta-feira (13), quando também determinou a revisão do manual de boas práticas do setor.
Até esta sexta-feira (15), prazo estabelecido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), nem a Sabesp nem a Comgás haviam apresentado explicações formais sobre o acidente ao órgão regulador.
No bairro do Jaguaré, as consequências da explosão seguem impactando dezenas de famílias. Segundo levantamento da Defesa Civil, 16 residências estão condenadas, 22 têm interdição parcial e necessitam de reforma, e 99 imóveis foram liberados.
As demolições mecânicas, iniciadas pela Defesa Civil, foram interrompidas nesta sexta-feira (15) devido às chuvas e devem ser retomadas neste sábado (16), se as condições climáticas permitirem.
Pela manhã, quatro famílias visitaram apartamentos da Companhia de Habitação do Estado (CDHU) e aceitaram se mudar para um empreendimento localizado a cerca de 10 quilômetros da Rua Piraúba. Os custos dos novos imóveis serão divididos entre Sabesp e Comgás.
Moradores também relatam insatisfação com os valores das indenizações propostas, afirmando que as quantias oferecidas não seriam suficientes para a aquisição de imóveis semelhantes na mesma região.
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