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Famílias atingidas por explosão no Jaguaré iniciam processo para novos imóveis em SP

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Famílias afetadas por interdições visitaram unidades habitacionais na zona oeste e começaram etapa de encaminhamento  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução: Divulgação/Governo de SP
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 16/05/2026, às 14h52



As primeiras famílias afetadas pela explosão registrada no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, começaram a avançar no processo de reassentamento habitacional. Nesta sexta-feira (15), moradores que tiveram imóveis interditados após o acidente visitaram unidades disponibilizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), iniciando uma nova etapa de apoio às vítimas.

A visita ocorreu em um empreendimento residencial localizado na zona oeste da capital. Segundo a CDHU, quatro famílias participaram da primeira ação e aceitaram seguir com o processo de análise documental para dar continuidade ao encaminhamento das moradias.

A iniciativa faz parte das medidas adotadas pelo Governo de São Paulo após a explosão registrada no bairro. Desde os primeiros dias após o incidente, equipes estaduais passaram a atuar no acolhimento e assistência das pessoas impactadas. O trabalho envolve diferentes órgãos públicos e busca atender demandas emergenciais relacionadas à moradia, assistência social e recuperação das áreas afetadas.

Alternativas incluem moradia temporária e apoio habitacional

De acordo com as informações divulgadas pela CDHU, as famílias atingidas poderão optar por diferentes modalidades de apoio habitacional. Entre as alternativas oferecidas estão apartamentos mobiliados, carta de crédito para aquisição de imóveis e auxílio para moradia temporária até que as residências danificadas sejam recuperadas.

Segundo o governo estadual, os custos relacionados às soluções habitacionais e à mobília ficarão sob responsabilidade da Sabesp e da Comgás, empresas envolvidas no suporte às vítimas após a ocorrência.

Atendimento segue com apoio integrado

Desde o início da operação, a CDHU realiza o cadastramento das famílias para identificar necessidades específicas e direcionar o atendimento conforme a situação de cada morador. O objetivo é integrar demandas sociais, habitacionais e estruturais dentro do plano emergencial montado após a explosão.

Além da atuação da companhia habitacional, a força-tarefa reúne equipes da Defesa Civil, Fundo Social de São Paulo, Arsesp e outros órgãos estaduais.

Segundo dados divulgados pelas concessionárias, mais de 200 pessoas já receberam auxílio emergencial para despesas imediatas. Também foram adotadas medidas de acolhimento temporário, incluindo hospedagem em hotéis e suporte de assistência social.

As concessionárias informaram ainda que os prejuízos causados aos moradores serão ressarcidos e que os trabalhos de reparação nas áreas afetadas já começaram. Enquanto isso, seguem as ações de apoio humanitário, distribuição de doações e acompanhamento das famílias impactadas pela tragédia.

Relembre o caso

Foto: Reprodução/Instagram

A explosão aconteceu na última segunda-feira (11), no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, durante uma obra de remanejamento de tubulação realizada pela Sabesp.

Segundo informações divulgadas após o acidente, uma rede de gás da Comgás foi atingida durante a intervenção, provocando um vazamento que antecedeu a explosão. As circunstâncias e responsabilidades seguem sob investigação.

O impacto foi seguido por incêndio e causou destruição em diversas residências da região. Equipes do Corpo de Bombeiros encontraram vítimas sob os escombros, enquanto moradores relataram forte cheiro de gás momentos antes da explosão.

Os números do caso aumentaram ao longo dos dias. Inicialmente, uma morte havia sido confirmada no local, mas posteriormente Francisco Altino, de 62 anos, que estava internado após sofrer ferimentos graves, não resistiu. Com isso, a tragédia passou a contabilizar duas mortes e outros dois feridos.

Segundo o balanço mais recente, ao menos 232 moradores foram afetados pelo acidente. Aproximadamente 46 residências precisaram ser interditadas, enquanto dezenas de famílias passaram a depender de acolhimento emergencial, auxílio financeiro e suporte habitacional temporário.

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