Política

Caiado promete fechar estatais e acusa PT de entregar soberania ao PCC e CV

Foto: Bruno Varani/PSD
Durante uma sabatina em SP, Ronaldo Caiado voltou a criticar o governo Lula na área de segurança e defendeu mudanças na política fiscal  |   BNews SP - Divulgação Foto: Bruno Varani/PSD
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 27/08/2026, às 11h30



O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende fechar empresas estatais caso seja eleito e criticou a política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o portal Metrópoles, as declarações foram feitas durante uma sabatina realizada pela TMC, em São Paulo.

Ao falar sobre as medidas que pretende adotar para reduzir os gastos públicos, o ex-governador de Goiás afirmou que pretende atuar em diferentes áreas, incluindo emendas parlamentares, empresas estatais e benefícios fiscais.

“Vou mexer em emendas impositivas, em estatais – vou fechá-las imediatamente –, isenções para o setor do agro e algumas indústrias”, afirmou Caiado.

Caiado critica governo Lula

Durante a sabatina, o candidato também fez críticas à condução fiscal do atual governo federal. Caiado defendeu uma redução de despesas como parte de sua proposta econômica para o país.

A declaração sobre as estatais ocorreu no contexto de sua defesa de cortes de gastos e revisão de benefícios e despesas públicas. O candidato não detalhou, na declaração, quais empresas estatais pretende fechar caso assuma a Presidência.

Candidato fala sobre terras raras e soberania nacional

Caiado também foi questionado sobre um memorando que teria assinado com o objetivo de atrair tecnologias e conhecimento estrangeiros para a exploração de terras raras.

Segundo o candidato, o acordo busca trazer ao Brasil tecnologias para a extração desses minerais e permitir sua comercialização no mercado nacional. Ele afirmou que a iniciativa não comprometeria a soberania brasileira.

Ao responder sobre o tema, Caiado aproveitou para criticar o PT e associar o governo federal à atuação de organizações criminosas.

“A soberania brasileira, o PT entregou para o Comando Vermelho e para o PCC. Hoje, eles mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro”, disse.

A declaração foi feita em referência ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), duas das principais organizações criminosas brasileiras.

Além das estatais, Caiado citou a revisão de emendas impositivas e de isenções fiscais concedidas a setores do agronegócio e da indústria como medidas para reduzir despesas.

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