Política
por Marina do Val
Publicado em 17/09/2026, às 14h31
A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma nova proposta focada na restruturação do Saúde CAIXA.
A iniciativa visa avançar nos impasses do novo acordo coletivo da categoria. Apesar das alterações oferecidas pelo banco, a greve nacional iniciada dia 10 de setembro continua em andamento e só poderá ser encerrada após deliberação dos trabalhadores em assembleia.
O atendimento presencial nas agências segue parcial durante o período de paralisação.
O modelo de custeio e os limites de cobrança do plano de saúde de autogestão, que atende empregados, aposentados, pensionistas e seus dependentes, concentraram as principais alterações da minuta.
A partir de 2027, a participação da Caixa no custeio do plano subirá de 6,5% para 9% da folha de pagamento. Além disso, o reajuste não aplicará faixas de cobrança diferenciadas motivadas exclusivamente pela idade do beneficiário, mantendo o pacto intergeracional.
Para o ano de 2026, ficou estabelecido que não haverá reajuste nas mensalidades, e o déficit acumulado do plano no período será absorvido integralmente pela instituição. Já a partir de 2027, o titular passará a contribuir com 3,7% de sua remuneração-base, enquanto a mensalidade para dependentes diretos será de R$560.
Os valores para dependentes indiretos variam entre R$660 (para filhos de 21 a 24 anos) e R$900 (para filhos de 24 a 27 anos, além de pais e mães remanescentes), ficando o limite máximo de contribuição para o grupo familiar direto fixado em 9%.
A minuta também trouxe redução do custo direto ao usuário no pronto atendimento, baixando a taxa de coparticipação de R$150 para R$120 por consulta. Para atendimentos via telemedicina, a isenção total de coparticipação permanece mantida.
A greve dos bancários da Caixa prossegue afetando o atendimento nas agências físicas em diversos pontos do país.
A votação decisiva para aceitar ou rejeitar os termos apresentados ocorrerá em assembleia virtual na próxima segunda-feira (21), das 11h às 18h.
Em caso de aprovação do texto, os dias de trabalho não prestados durante o movimento deverão ser compensados num prazo de até 180 dias, liberando também os pagamentos relativos à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros benefícios contratuais.
Até a apuração dos votos, a instituição orienta os correntistas e o público a darem preferência aos canais de atendimento digital, como o aplicativo oficial do banco, o serviço de atendimento por WhatsApp e o telefone.
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