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Câmara de SP instala comissão para analisar pedido de impeachment de Ricardo Nunes

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Comissão composta por sete vereadores terá dez dias para decidir sobre a admissibilidade do pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 28/10/2026, às 17h40 - Atualizado às 18h38



A Câmara Municipal de São Paulo deu início aos trâmites para avaliar um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB) após denúncias de irregularidades no período das eleições de 2026.

As informações foram reveladas pela coluna de Demétrio Vecchioli no portal Metrópoles.

Comissão especial 

A comissão especial responsável pela análise é composta por sete vereadores: Luana Alves (PSol), Hélio Rodrigues (PT), Rubinho Nunes (União Brasil), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). 

Composta majoritariamente por parlamentares aliados à gestão municipal (cinco governistas e dois da oposição), a comissão terá um prazo de até dez dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Caso seja aceito, o parecer seguirá para votação em plenário; em caso negativo, o processo será arquivado.

As alegações da denúncia

O requerimento foi protocolado por parlamentares da bancada do PSol (Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista). As acusações fundamentam-se em duas frentes principais.

Primeiro, o descumprimento de ordem da Justiça Eleitoral que determinava a circulação de 100% da frota de transporte coletivo municipal durante o domingo de votação. Segundo apuração, cerca de 71,7% das linhas municipais operavam no início da tarde, gerando relatos de demoras por parte dos passageiros.

E, em segundo lugar, as acusações sobre a convocação de servidores comissionados para atos e compromissos de campanha de seus aliados, fato que motivou diretrizes do Ministério Público do Trabalho (MPT) relativas ao combate ao assédio eleitoral no âmbito da administração pública.

Posição da prefeitura de São Paulo

Em nota enviada ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo negou irregularidades e afirmou que determinou às empresas concessionárias a operacionalização de 100% da frota de ônibus para o dia da eleição. 

A administração municipal pontuou que repassou as notificações da Justiça às concessionárias assim que foi formalmente comunicada e que eventuais descumprimentos por parte das empresas resultarão em processos administrativos e aplicação de multas contratuais. A gestão ressaltou ainda que prestou os devidos esclarecimentos ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

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