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Centro de SP terá novo Bonde com 17,6 km, 37 estações e mudanças no trânsito e estacionamento

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Com início das obras previsto para 2026, novo VLT do Centro vai ligar pontos turísticos e comerciais, eliminando 2,8 km de vagas de estacionamento  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 06/09/2026, às 14h45



O projeto do novo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital paulista, batizado de Bonde São Paulo, prevê a criação de dois circuitos que somam 17,6 quilômetros de extensão e 37 paradas. 

O sistema tem como objetivo facilitar o deslocamento entre polos de comércio, serviços, pontos turísticos e conexões com outros meios de transporte na região central. 

No entanto, para viabilizar a infraestrutura dos trilhos, a malha viária local passará por adaptações significativas, que incluem a remoção de cerca de 2,8 quilômetros de vagas de estacionamento. 

O cronograma oficial prevê o início das obras físicas para 2026, com a conclusão do projeto e o início das operações previstas para ocorrer até 2029.

Duas linhas para conectar o Centro Histórico e o Bom Retiro

A operação do Bonde São Paulo foi estruturada em duas rotas complementares. O Circuito Azul, também chamado de Linha Jequitibá, será a maior rota, contando com 11,7 quilômetros e 24 paradas distribuídas em um percurso circular pela rótula central. 

Esse itinerário passará por importantes vias da região, como as avenidas Ipiranga, São João, Prestes Maia, Mercúrio e Rangel Pestana, além do Vale do Anhangabaú, da Praça da Sé, da Praça Doutor João Mendes, de viadutos e da Rua da Consolação. 

Já o Circuito Vermelho, ou Linha Sibipiruna, terá 5,9 quilômetros e 13 paradas, operando em sentido único para fazer a ligação direta entre a região da Estação da Luz e o bairro do Bom Retiro. 

Essa linha percorrerá trechos estratégicos para o comércio popular, abrangendo ruas como José Paulino, Prates, Mamoré, Sólon, Mauá e a Avenida Cásper Líbero.

Impactos no trânsito e eliminação de estacionamentos

A implantação do novo meio de transporte provocará alterações substanciais na rotina de motoristas e comerciantes locais. 

O impacto mais direto ocorrerá no Bom Retiro, onde cerca de 2,8 quilômetros de faixas destinadas ao estacionamento de veículos serão permanentemente retirados para a instalação das vias férreas.

A alteração afetará principalmente a Rua José Paulino, que perderá cerca de 900 metros de vagas, seguida pela Rua Prates, com redução de 700 metros, além das ruas Mamoré e Sólon, que perderão 400 metros e 200 metros de vagas, respectivamente. 

As intervenções no tráfego também se estenderão ao Circuito Azul, onde o VLT trafegará em sentido contrário ao fluxo de veículos em trechos de vias movimentadas, como a Avenida Ipiranga e a Rua da Consolação, exigindo novos esquemas de sinalização e adequações operacionais.

Tecnologia limpa e embarque sem catracas

Além das mudanças no espaço urbano, o projeto foi idealizado com foco na modernização do transporte e na preservação da paisagem histórica da cidade. 

O sistema funcionará sem fiação elétrica suspensa, utilizando tecnologia de alimentação feita pelo solo combinada ao uso de baterias. 

Para dar maior fluidez ao embarque, as estações não terão catracas físicas; o passageiro fará a validação do Bilhete Único em validadores nas paradas ou no interior dos veículos, enquanto a fiscalização será realizada por agentes ao longo das viagens. 

Por fim, a estrutura das estações buscará oferecer maior conforto aos usuários, contando com recursos como painéis solares, carregadores de celular, bebedouros e sistemas de nebulização de água.

Classificação Indicativa: Livre

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