Política
Publicado em 17/09/2026, às 09h57 Natane Ramos
Nesta quinta-feira (17), Danilo Morgado, candidato a deputado estadual de São Paulo pelo Partido Liberal (PL), foi preso como um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil de SP contra a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo.
Morgado disputou as eleições municipais como candidato a prefeito em 2020 e 2024. As investigações apontam que o candidato a deputado estadual mantinha vínculo com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as investigações da polícia, a principal suspeita é de que a organização criminosa estaria financiando a campanha de Danilo Morgado à prefeitura.
No entanto, em nota ao g1, a assessoria do candidato a deputado negou as acusações atribuídas a Morgado. "Esperamos que os fatos sejam apurados a fundo e tudo seja esclarecido em breve", informaram.
Em uma publicação compartilhada nas redes sociais, Danilo Morgado declarou que o sistema teria reagido após ele denunciar o PCC e "enfrentar o coronel". "Meses atrás Danilo foi alvo de um processo onde se pedia sua prisão, movido pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Na época, o motivo do pedido de prisão foram vídeos publicados por Danilo, denunciando supostas licitações ligadas ao PCC dentro da prefeitura de Praia Grande, ou seja, Danilo trouxe à tona a mesma denúncia feita pelo delegado Dr. Ruy Ferraz Fontes", relatou.
A postagem ainda declara que o candidato não iria "recuar". "Agora, em plena campanha eleitoral, e um dia antes da data que proíbe prisão de candidatos, Danilo é preso. A sequência dos fatos falam por si. O coronel nunca muda seu modo de agir: intimida e tenta calar quem não se curva. Prenderam Danilo, mas despertaram milhares. Esperamos que os fatos sejam apurados a fundo e tudo seja esclarecido em breve. O que não dá pra engolir é a forma que aconteceu: às vésperas da eleição, numa prisão que temos motivo para considerar irregular. Isso não é investigação, é perseguição", concluiu.
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A nova etapa da operação investiga o controle financeiro e operacional do PCC sobre 12 empresas de ônibus com indícios de fraudes sistemáticas em licitações. A outra frente foca na "sintonia dos gravatas", que reúne advogados com envolvimento nos crimes e na legitimação dos interesses da facção.
A investigação também aponta envolvimento de ex-servidores do alto escalão da Prefeitura de São Paulo e identificou um candidato a deputado, e ex-candidato a prefeito, que teve a campanha eleitoral custeada pela facção.
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