Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 30/08/2026, às 09h00
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo balanço de resultados divulgado no sábado (29).
O resultado representa uma piora de 30,36% em relação ao prejuízo de R$ 4,26 bilhões registrado pela estatal no mesmo período de 2025.
Apesar do resultado acumulado negativo, a empresa apresentou uma redução do prejuízo no segundo trimestre. Entre abril e junho, foram registrados R$ 2,39 bilhões de perdas, queda de 5,5% na comparação com os R$ 2,53 bilhões negativos do mesmo período do ano passado.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo chegou a R$ 3,16 bilhões, a redução foi de 24,4%.
A receita líquida de vendas e serviços somou R$ 4,01 bilhões entre abril e junho, uma redução de 5,41% em relação aos R$ 4,24 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025.
No entanto, houve um crescimento de 3,8% na receita em relação aos primeiros três meses deste ano.
Segundo a CNN Brasil, o desempenho ocorre enquanto a estatal implementa um plano de reestruturação voltado à redução de despesas, revisão de contratos, reorganização da companhia e aumento da eficiência operacional.
Segundo a administração dos Correios, as medidas também buscam ampliar a geração de receitas e modernizar o modelo de negócios da empresa.
Em nota que acompanha o balanço, os Correios classificaram o resultado acumulado do semestre como desafiador e afirmaram que será necessário dar continuidade às medidas de reestruturação.
A empresa destaca como prioridades a recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização de suas atividades.
O objetivo é melhorar a situação financeira da estatal em meio ao cenário de prejuízos registrados nos últimos períodos.
Além das medidas internas de reestruturação, os Correios também deverão receber recursos do governo federal.
O governo assumiu o compromisso de realizar um aporte de R$ 6 bilhões na estatal até o fim de 2027. O valor está previsto no contrato de um empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pelos Correios no ano passado junto a cinco bancos, com garantia do Tesouro Nacional.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o aporte será incluído na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
A injeção de recursos faz parte das medidas previstas para reforçar a estrutura financeira dos Correios enquanto a estatal busca recuperar receitas e reduzir despesas.
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