Política
por Marina do Val
Publicado em 25/09/2026, às 16h20
Após 15 dias de paralisação os trabalhadores dos Correios decidiram encerrar a greve em assembleia realizada nesta quinta-feira (24).
A orientação para o retorno imediato às atividades seguiu a deliberação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que julgou o dissídio coletivo da categoria e definiu os rumos do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação havia sido iniciada no dia 10 de setembro, impulsionada principalmente por divergências em relação ao plano de saúde dos funcionários, aposentados e seus dependentes.
De acordo com as entidades sindicais, a proposta da empresa trazia riscos de alteração na estrutura do benefício, o que encareceria os custos para as famílias dos trabalhadores, gerando forte insatisfação entre os trabalhadores de diversas regiões do país.
No julgamento promovido pelo TST, a maioria dos ministros decidiu a favor dos trabalhadores. O tribunal rejeitou o pedido dos Correios para declarar a paralisação abusiva, negando também a aplicação de uma multa diária de R$100 mil às entidades sindicais.
Além disso, foi determinado um reajuste de 4,09% nos salários dos funcionários e foram preservadas 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho anteriormente em vigor. Por fim, o tribunal estipulou que os dias de greve deverão ser compensados pelos trabalhadores.
Apesar do fim do movimento e da retomada do serviço, a definição exata de como será feita a compensação das horas paradas ainda depende do desdobramento do julgamento.
Em São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) informou que aguarda a publicação oficial do acordo do TST para analisar detalhadamente todos os critérios jurídicos e repassar as diretrizes completas à categoria, visando orientar os funcionários sobre o cumprimento do quadro de horários.
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