Política

Correios enfrentam paralisação nacional por tempo indeterminado a partir desta sexta (11)

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Impasse na negociação do acordo mediado pelo TST leva trabalhadores dos Correios a paralisarem as atividades em todo o país contra o corte de benefícios  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Correios
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 11/09/2026, às 13h33



Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) iniciaram, nesta sexta-feira (11), uma greve nacional por tempo indeterminado. 

A decisão foi tomada em assembleias promovidas por sindicatos vinculados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e à Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect). 

O movimento ganha força no momento em que as negociações do acordo coletivo anual, mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), chegaram a um impasse.

Reivindicações e discordâncias

A categoria contesta propostas da direção da estatal que preveem redução e reestruturação de benefícios trabalhistas históricos. 

Entre as principais divergências levantadas pelas lideranças sindicais estão a proposta de alteração na gestão do plano de saúde, transferindo parcela maior do custeio diretamente aos empregados, a alteração no adicional de gratificação de férias, mudanças nos adicionais pagos por trabalhos prestados em dias de descanso e a supressão do tíquete extra concedido no fim do ano. 

Por outro lado, as representações dos trabalhadores exigem a recomposição salarial baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado e a garantia da manutenção dos direitos vigentes e da assistência à saúde.

Deterioração das contas 

A paralisação ocorre em um ambiente de fragilidade financeira para a empresa pública. A diretoria dos Correios alega que as adequações operacionais e trabalhistas são cruciais para conter uma crise de liquidez severa. 

No primeiro semestre de 2026, os Correios acumularam um prejuízo reportado de R$5,6 bilhões. 

Para manter o fluxo operacional e cobrir compromissos imediatos, a empresa negociou um novo plano de refinanciamento no valor de R$7 bilhões com instituições bancárias.

Impacto nas operações

Com a adesão de sindicatos em diversos estados e grandes praças, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o fluxo logístico de entregas de encomendas e mercadorias, além de cartas e boletos, deve sofrer atrasos ao longo dos próximos dias. 

Em nota oficial, os Correios reafirmam a busca por um diálogo equilibrado mediado pela Justiça do Trabalho, com foco em garantir a sustentabilidade de longo prazo da empresa sem interromper os serviços essenciais prestados à população.

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