Política
por Andrezza Souza
Publicado em 29/05/2026, às 07h00
A taxa de desocupação no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice representa uma alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o desemprego estava em 5,4%. Apesar da elevação, o resultado permanece abaixo dos 6,6% registrados no mesmo período de 2025.
O levantamento aponta que aproximadamente 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de trabalho no período analisado. O contingente de desempregados aumentou 8% na comparação com o trimestre anterior, mas apresentou queda de 11,3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Mesmo com o avanço da desocupação no trimestre, o mercado de trabalho continua operando em patamar elevado de ocupação.
Segundo o IBGE, o país registrou 102,3 milhões de pessoas ocupadas entre fevereiro e abril. O número representa uma pequena redução de 0,3% em comparação ao trimestre anterior, mas permanece 1,1% acima do registrado um ano antes.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, ficou em 58,4%.
Outro dado destacado pela pesquisa foi a redução da informalidade. A taxa caiu para 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 38%.
Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.732 por mês. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas registrou crescimento de 5,3% na comparação anual.
A massa de rendimento real, que representa a soma dos ganhos de todos os trabalhadores, alcançou R$ 377 bilhões, alta de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, mantendo o mesmo patamar observado no trimestre anterior. O indicador considera desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aqueles que poderiam trabalhar, mas não estão procurando emprego.
O total de pessoas nessa condição foi estimado em 15,7 milhões. Apesar da estabilidade trimestral, houve redução de 11,1% em comparação ao mesmo período de 2025.
Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento. A população de pessoas que desistiram de procurar trabalho permaneceu em 2,6 milhões, mas registrou queda de 15,3% em relação ao ano anterior.
Na comparação com o ano passado, os maiores avanços no emprego foram observados nos setores de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, além da administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
Já entre os rendimentos, os destaques ficaram para os segmentos de alojamento e alimentação, transporte e armazenagem, serviços domésticos e outros serviços, que registraram crescimento real nos salários recebidos pelos trabalhadores.
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