Política

Falta de ônibus em SP afeta mais bairros onde Lula venceu no 1º turno

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Pesquisa identificou maior impacto da falta de ônibus em regiões periféricas de São Paulo nas quais Lula (PT) venceu no primeiro turno  |   BNews SP - Divulgação Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 25/10/2026, às 17h25



A redução da frota de ônibus em São Paulo neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, atingiu principalmente as regiões periféricas da capital, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu no primeiro turno.

O número de coletivos em circulação foi, em média, 31,4% menor entre 11h e 14h, na comparação com os dias úteis da mesma semana.

Os dados foram reunidos pelo pesquisador Igor Novaes Lins, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a partir de informações da SPTrans, da API Olho Vivo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Periferias registraram maior redução

De acordo com o levantamento, a queda na circulação de ônibus foi mais acentuada nas periferias da cidade. Nessas regiões, a frota disponível diminuiu 18,1%, enquanto nos bairros mais ricos a redução foi de 10,6%.

A análise utilizou registros da API pública Olho Vivo, da SPTrans, que acompanha a posição dos veículos a cada minuto. Com isso, foi possível comparar a circulação de ônibus no domingo da eleição com a registrada nos dias anteriores.

“Entre 11h e 14h circularam ao mesmo tempo, em média, 31,4% menos ônibus do que nos dias úteis da mesma semana, número coerente com os 29% de frota parada noticiados”, aponta o relatório.

Locais onde Lula venceu tiveram mais eleitores afetados

O levantamento também cruzou os dados de circulação dos ônibus com os resultados do primeiro turno da eleição presidencial, segundo o Metrópoles.

Segundo a pesquisa, nos locais de votação em que Lula venceu, 2.060.902 eleitores aptos estavam distribuídos em 466 locais onde a passagem de ônibus caiu 20% ou mais em relação ao sábado (24).

Os números indicam que a redução do transporte coletivo atingiu eleitores de regiões em que o atual presidente obteve maioria dos votos no primeiro turno. O levantamento, porém, não estabelece que a diminuição da frota tenha sido motivada por critérios eleitorais.

A redução da oferta de ônibus na capital paulista também provocou questionamentos de representantes políticos e pedidos de providências relacionados ao funcionamento do transporte público durante a votação.

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