Política
por Marina do Val
Publicado em 26/08/2026, às 18h15
A confirmação dos primeiros casos humanos da Febre do Nilo Ocidental no estado de São Paulo colocou as autoridades de saúde em alerta epidemiológico.
As pessoas infectadas são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que possui histórico de viagem recente à Região Amazônica e já está curada, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada.
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), equipes estaduais e municipais seguem investigando o local provável da infecção. O cenário nacional também exige atenção: o Ministério da Saúde confirmou dois casos em Santa Catarina, com um óbito registrado, além de um caso provável sob investigação no Piauí.
A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, a mesma família de vírus que transmite dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
A transmissão para seres humanos ocorre pela picada de mosquitos infectados, principalmente os do gênero Culex (conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas).
O inseto adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves silvestres, que atuam como hospedeiras e reservatórios naturais do vírus.
É importante ressaltar que o simples contato com aves não transmite a doença. Já os seres humanos e outros mamíferos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, pois a quantidade de vírus no sangue permanece baixa e não é suficiente para contaminar novos mosquitos, interrompendo o ciclo de contágio.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a Febre do Nilo Ocidental ainda é rara no país e a maioria das infecções é assintomática ou leve.
Estima-se que apenas 20% dos infectados manifestem sintomas, e menos de 1% evolua para formas graves.
Nos casos leves, os sinais mais frequentes incluem febre alta repentina, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dores de cabeça, dores musculares, dor nos olhos, manchas vermelhas na pele e inchaço nos gânglios linfáticos.
Em situações severas, podem surgir complicações neurológicas como confusão mental, tremores, convulsões, meningite ou encefalite.
Até o momento, não existem vacinas ou medicamentos antivirais específicos desenvolvidos para humanos contra a Febre do Nilo Ocidental.
O atendimento é direcionado ao alívio dos sintomas, recomendando-se repouso, reposição de líquidos e acompanhamento médico. Casos graves exigem internação hospitalar ou em UTI para suporte respiratório e neurológico.
A prevenção exige monitoramento das populações de aves e contenção dos insetos. Para se proteger, a população deve adotar hábitos de combate aos mosquitos: eliminar recipientes com água parada, usar repelentes diariamente, colocar telas em portas e janelas e vestir roupas compridas nos horários de maior circulação dos pernilongos, ao amanhecer e ao anoitecer.
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