Política

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaportes e proibido de deixar o Brasil

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Senador Flávio Bolsonaro disse que foi intimado pela PF no meio da rua após sair da casa do seu pai  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 26/10/2026, às 17h38



O senador e candidato à Presidência da República derrotado no segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), falou pela primeira vez o resultado proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deu a vitória ao presidente Lula. No vídeo publicado nas redes sociais ele diz que vai ser o líder da oposição e diz que foi alvo de um mandado da Polícia Federal (PF) que apreendeu os seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. 

"[...] Primeiro, eu agradeço a você que foi um dos quase 60 milhões de brasileiros que me deram o voto de confiança, que escolheram a mudança, que queriam o caminho da prosperidade e a pacificação do país. Eu fiz uma campanha limpa, propositiva, cada vez que a gente estava junto nas ruas com aquele mar de gente, de verde e amarelo, me dava ainda mais força para seguir lutando pelo nosso Brasil. Eu aprendi demais com as várias histórias de vida que eu ouvi. Eu conheci a realidade de muita gente que é oprimida pelo crime organizado, oprimida pelos órgãos do governo e que sofre com o peso do Estado para conseguir trabalhar, empreender e levar dignidade para a sua família. Muito obrigado, do fundo do meu coração, a cada um de vocês", iniciou Flávio.

[...] "hoje de manhã, eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão, do Alexandre de Moraes, se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Eu nunca falei isso! Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? E mais, essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição. Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia atrás do mesmo jeito, me intimando no meio da rua? Isso é um sinal que a nossa democracia falhou. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição, uma questão política, não pode ser assim", acrescentou. 

"Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar. Porque eu falei várias vezes durante a campanha: eu sou o último obstáculo para o PT implementar o seu projeto de destruição do país, que aliás já começou a acontecer hoje, com o dólar disparando, a bolsa desabando e a total falta de segurança jurídica no país, o que afasta qualquer investimento aqui no Brasil. A tendência é a economia ruir, a inflação explodir e o resto de liberdade de expressão que ainda nos resta ser encerrado nas redes sociais", pontuou o senador.

Ele também criticou a decisão proferida pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, de prorrogar o período de votação no segundo turno das eleições. "O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu. Pela primeira vez na história do Brasil, um ministro do STF, no caso ex-advogado do Lula, provocado pelo próprio PT, atropelou o TSE e tomou uma decisão que prorrogou as eleições até às 7 horas da noite. O que aconteceu nesse intervalo de tempo ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso. Agora, imagina se fosse o contrário: um ministro indicado pelo Bolsonaro tomando uma decisão que mudou a regra do jogo já com o jogo encerrado. Qual seria a reação do PT? Qual seria a reação de parte da imprensa? Qual seria a reação do mundo? O Lula reconheceria a minha vitória? Com certeza não", esclareceu.  

"Então, eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", contou.  

Flávio conseguiu 48,2% dos votos contra 51,79% do presidente Lula que acabou reeleito para o seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. 

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