Política

Trivia Trens volta a operar Linha 13-Jade e Expresso Aeroporto após 3 meses do incêndio no Tatuapé

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Concessionária volta a operar os trechos integralmente nesta segunda-feira (26), enquanto as Linhas 11-Coral e 12-Safira retornam sob supervisão  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 26/10/2026, às 14h15



Apenas três meses após o grave incêndio que atingiu a Linha-12 Safira na região da estação Tatuapé, a Trivia Trens retomou oficialmente nesta segunda-feira (26) a operação da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto.

A decisão da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) ocorreu após um período de 20 dias de atuação conjunta entre a concessionária e a CPTM. Segundo o órgão regulador, a empresa demonstrou reunir as condições necessárias para a retomada integral dos serviços nessas linhas.

Retomada gradual das Linhas 11 e 12

Enquanto a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto voltam a funcionar sem restrições operacionais pela concessionária, as Linhas 11-Coral e 12-Safira, iniciam uma fase de retorno gradual sob supervisão da CPTM. 

A previsão da Artesp é de que a Trivia reassuma totalmente a administração de todo o sistema a partir do dia 26 de novembro. 

Durante o período em que a gestão esteve sob intervenção temporária do governo estadual, a concessionária foi obrigada a apresentar um plano de ação, que incluiu cronogramas de treinamentos para funcionários, revisão de procedimentos operacionais e o aprimoramento de protocolos de emergência e segurança.

Relembre o caso

A crise na rede ferroviária começou logo após a Trivia Trens assumir a administração das Linhas 11, 12 e 13, em 21 de julho deste ano. 

Nos dois primeiros dias de gestão, foram registradas pelo menos sete falhas. O ápice da crise ocorreu na madrugada do dia 23 de julho, quando um trem da Linha 12-Safira pegou fogo, destruindo o interior de um vagão. 

Diante da sequência de falhas e da gravidade do incêndio, o governo paulista afastou a concessionária e repassou temporariamente a operação para a CPTM por 90 dias.

Investigações continuam

Apesar da liberação para a retomada dos serviços, a Artesp reforçou que mantém abertas duas frentes de investigação para apurar o episódio de julho. A primeira é o Processo sancionador, que avalia a resposta operacional da concessionária diante do incidente e aplica eventuais medidas cautelares e multas. 

A segunda é a Comissão Permanente de Segurança (Copese), que investiga de forma técnica as causas exatas que provocaram o fogo no trem. Ambos os processos seguem em andamento nos órgãos competentes.

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