Política

Governador alfineta PT após decisão de Zanin: "Tumultuando a eleição pela certeza da derrota"

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Governador Tarcísio de Freitas viajou para Brasília onde vai acompanhar a apuração dos votos  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/Instagram @tarcisiogdf
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 25/10/2026, às 19h22 - Atualizado às 19h25



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou neste domingo (25) a decisão proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin que determinou o adiamento do final da votação para às 19h. O horário habitual de encerramento é às 17h. A decisão aconteceu em meio a problemas com transporte em algumas cidades do Brasil.

“É inacreditável o que está acontecendo. Decisão que não faz o menor sentido. Primeiro, porque o argumento utilizado pelo PT é um argumento fantasioso. Todas as cidades, os estados têm seus órgãos de monitoramento do transporte coletivo, seus centros de operação.  Se você pegar as câmeras, por exemplo, de São Paulo, você vai ver terminais vazios, o transporte funcionando tranquilamente”, argumentou o governador de São Paulo ao desembarcar em Brasília para acompanhar a apuração;

“Não tem ocorrência nenhuma e até então a eleição vinha transcorrendo como qualquer outra eleição. E aí vem essa narrativa, no final do período, uma tentativa de criar aí uma situação”, acrescentou Tarcísio.

Tarcísio disse ainda que Zanin “atravessou” o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “De repente, atravessa uma petição, direto para o ministro do Supremo, que á uma decisão, faltando aí um, dois minutos para encerrar o horário de votação, ou seja, impossível de comunicar os cartórios eleitorais, às 17h você inicia os lacres do sistema. Ou seja, de repente ele dá essa decisão passando por cima do próprio  Tribunal Superior Eleitoral, e o ministro que foi o advogado do PT”, afirmou.

O chefe do Executivo paulista disse que estão "tumultuando a eleição pela certeza da derrota". “E o que é pior, no sistema que está disponível para todos, eles colocam um retrato daquela apuração de momento, e mantém esse retrato lá, com a apuração pausada, com o horário que foi estendido, dentro de uma decisão que não faz o menor sentido, uma decisão monocrática, que é pedida diretamente para o ministro, ou seja, ela não é sorteada”, disse.

“Ou seja, o judiciário que mergulhou o Brasil numa crise institucional sem precedente, escreve um novo capítulo dessa crise, estão tumultuando a eleição, que era para ser absolutamente tranquila”, concluiu.

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