Política
O governo de São Paulo anunciou a antecipação da entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde.
A medida altera o cronograma original, que previa a remessa apenas para o segundo semestre de 2026.
Segundo informações do G1, cerca de 200 mil doses devem ser encaminhadas ainda em fevereiro.
O restante será liberado gradualmente ao longo dos próximos meses, conforme a capacidade produtiva do instituto.
A antecipação tem como objetivo permitir que a estratégia nacional de imunização seja iniciada antes do período de maior registro de casos em diversas regiões do país, quando historicamente há aumento da doença e maior pressão sobre a rede de saúde.
A vacina Butantan-DV é aplicada em dose única e foi desenvolvida para oferecer proteção contra os quatro sorotipos da dengue.
O imunizante ainda não está disponível para vacinação em massa da população, pois segue etapas regulatórias e estudos complementares.
Os dados apresentados pelas autoridades sanitárias indicam eficácia aproximada de 75% contra casos sintomáticos, mais de 90% contra formas graves e proteção total contra hospitalizações nos cenários avaliados.
A autorização atual contempla pessoas de 12 a 59 anos.
A campanha inicial prioriza profissionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo médicos, enfermeiros, agentes comunitários e agentes de combate a endemias.
A definição segue critérios epidemiológicos, já que esses trabalhadores atuam diretamente na triagem dos primeiros casos suspeitos e nas ações de vigilância.
O objetivo é reduzir afastamentos, manter o atendimento ativo e fortalecer a resposta inicial diante de possíveis surtos.
Durante o anúncio, o governo estadual também informou investimentos para ampliar a estrutura produtiva do instituto.
A proposta é aumentar a capacidade de fabricação e consolidar o centro como polo de biotecnologia na América Latina.
A antecipação ocorre em meio ao aumento recorrente de casos de dengue no país.
Autoridades de saúde avaliam que a combinação entre vacinação e controle do mosquito transmissor é necessária para reduzir internações e mortes, principalmente em períodos de maior transmissão.
Com a entrega adiantada, o planejamento federal poderá iniciar a distribuição antes do previsto, enquanto novas etapas de avaliação científica continuam em andamento para ampliar futuramente o público-alvo da vacinação.
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