Política
O Governo de São Paulo deu um passo estratégico rumo à modernização da máquina pública ao realizar, na B3, o leilão do Novo Centro Administrativo.
A concorrência garantiu uma economia estimada em R$ 2,2 bilhões aos cofres estaduais ao longo de 30 anos de contrato, consolidando uma das principais iniciativas de reorganização estrutural da gestão paulista.
O projeto será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com contrato de três décadas.
O lance vencedor foi apresentado pelo Consórcio MEZ-RZK Novo Centro, que ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima estipulada em R$ 76,6 milhões.
Na prática, o percentual reduz o valor que o Estado pagará mensalmente ao parceiro privado ao longo do período contratual, gerando impacto direto na economia total projetada.
Um segundo grupo, formado pelas empresas Acciona e Construcap, também participou da disputa e apresentou desconto de 5%, mas ficou atrás na concorrência, segeundo informações da Agência SP.
O consórcio vencedor reúne empresas das áreas de infraestrutura, investimentos e desenvolvimento imobiliário e será responsável não apenas pela construção do complexo, mas também pela gestão, operação e manutenção do espaço durante todo o contrato.
O Novo Centro Administrativo terá investimento estimado em cerca de R$ 6 bilhões, compartilhado entre o poder público e a iniciativa privada.
A proposta é centralizar, no bairro dos Campos Elíseos, na região central da capital paulista, a estrutura administrativa do Estado que hoje funciona de forma descentralizada em diferentes prédios espalhados pela cidade.
A expectativa é concentrar mais de 22 mil servidores em um único complexo, promovendo redução de despesas com aluguéis, logística e manutenção predial.
Além do aspecto financeiro, o projeto também aposta na requalificação urbana do centro da capital, com recuperação de imóveis históricos e estímulo à movimentação econômica da região.
A iniciativa sinaliza uma mudança no modelo de ocupação administrativa do Estado, com foco em eficiência, planejamento de longo prazo e integração dos serviços públicos em uma estrutura mais moderna e sustentável.
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