Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 21/05/2026, às 16h52
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou novamente nesta quinta-feira (21), sobre as recentes revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante sua agenda pública em Aracruz (ES).
Durante o discurso na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, o petista ironizou o financiamento do filme "Dark Horse" e criticou a postura de governos anteriores em relação às políticas culturais brasileiras.
Lula relembrou os ataques sofridos pela Lei Rouanet nos últimos anos e comparou os mecanismos oficiais com o caso do senador. "Nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro", disse o presidente.
O presidente ainda sugeriu que novas revelações podem surgir: "Ainda vai aparecer muito mais coisa".
Lula também lamentou o descaso de gestões passadas com o setor cultural, segundo o SBT News.
Ele defendeu que a cultura é alvo de ataques justamente por estimular o pensamento crítico. "A cultura move milhões de neurônios na nossa cabeça. É por isso que muita gente nunca gostou de cultura", afirmou.
Sem citar nomes diretamente, o presidente questionou a imagem pública da família Bolsonaro diante das investigações que apontam o recebimento de milhões de dólares para a produção cinematográfica sobre o ex-presidente.
"Quem imaginava que aquele menino que parecia ser a pessoa mais santa da família estivesse pegando 159 milhões de dólares para fazer um filme do pai?", indagou, mencionando os valores que circulam nas denúncias recentes.
Lula também comentou sobre o cenário político internacional, principalmente sobre o presidente dos EUA.
Ele citou o interesse estrangeiro em recursos naturais e minerais críticos, afirmando que o Brasil precisa se prevenir contra possíveis pretensões externas sobre a Amazônia.
"Depois que Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele... quem é que não vai dizer que a Amazônia é dele?", comentou Lula. O presidente defendeu que o país assuma a responsabilidade de se proteger para evitar invasões ou perdas de território.
Sobre a corrida presidencial de 2026, Lula evitou se confirmar como candidato.
Ele alertou para os perigos da Inteligência Artificial (IA) no processo eleitoral, afirmando que, embora a tecnologia seja útil na saúde e educação, pode ser "danosa" na política ao fabricar mentiras.
Por fim, o presidente reforçou que pretende colaborar com os EUA no combate ao crime organizado, mas cobrou reciprocidade.
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