Política

Mercado imobiliário em São Paulo: preços disparam nas periferias e registram recuo em bairros nobres

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Estudo da Loft mostra salto de preços impulsionado pelas periferias e explica por que a queda nos bairros de alto padrão é apenas ilusória  |   BNews SP - Divulgação Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 16/10/2026, às 15h15



De acordo com um levantamento da Loft realizado no terceiro trimestre e apurado pelo Gazeta de São Paulo, os preços dos imóveis nas regiões periféricas da capital registraram saltos de até 26%, impulsionados pela demanda e maior facilidade de acesso ao crédito. 

Em contrapartida, os bairros de alto padrão apresentaram recuo no preço médio dos anúncios. No total, o estudo, que analisou dados de milhões de anúncios em 114 bairros da capital, apontou alta de preços em 95 localidades, com uma variação média geral de 4,3%. 

O valor médio de um imóvel na capital paulista atualmente está em R$1.133.049,00, com uma área média de 121,8 metros quadrados.

Periferias lideram forte valorização

As maiores altas percentuais do período concentraram-se em bairros afastados do centro expandido, onde os preços mais acessíveis atraem novos compradores e abrem espaço para programas habitacionais e financiamentos bancários. 

Os destaques de alta foram Parelheiros, com variação de +26,2% e preço médio de R$691.399,00, Grajaú, com alta de +25,6% e preço médio de R$760.867,00.

Capão Redondo, com crescimento de +24,9% e preço médio de R$545.533,00, e Guaianases, com avanço de +24,4% e preço médio de R$286.119,00. 

Por outro lado, as localidades com as médias de preços mais baixas da capital continuam na zona leste e no centro, lideradas por Cidade Tiradentes (R$178,7 mil), José Bonifácio (R$224,5 mil) e a Sé (R$280,8 mil).

Queda no valor médio em áreas nobres

Enquanto a periferia acumula altas expressivas, bairros nobres registraram queda nos preços médios dos imóveis anunciados. Entre as maiores reduções estão o Jardim Paulistano (-17,4%), Vila Nova Conceição (-10,4%), Jardim Paulista (-7,7%), Itaim Bibi (-7,6%) e Morumbi (-7,6%). 

Contudo, especialistas explicam que essa diminuição não reflete uma desvalorização simples do metro quadrado. 

Na verdade, o recuo está atrelado à redução da metragem média dos imóveis que entram no mercado dessas regiões (unidades menores sendo ofertadas), uma vez que o preço do metro quadrado continuou subindo em praticamente todas as áreas nobres. 

Ainda assim, o topo do ranking dos metros quadrados mais caros de São Paulo segue inalterado em redutos como o Alto de Pinheiros (com média de R$4,19 milhões), Jardim Paulistano (R$3,96 milhões) e Jardim Europa (R$3,87 milhões).

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp