Política

Oposição articula chapa única contra Alcolumbre no Senado

Imagem Oposição articula chapa única contra Alcolumbre no Senado
Líderes da oposição buscam consenso para enfrentar Alcolumbre na presidência do Senado em fevereiro de 2027  |   BNews SP - Divulgação
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 27/10/2026, às 15h01



A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma candidatura única para disputar a presidência do Senado contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil - AP).

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS), devem se reunir nesta terça-feira (27) para tentar chegar a um acordo sobre o nome que enfrentará Alcolumbre. Na segunda-feira (26), o senador recebeu o apoio de Lula para continuar no comando da Casa.

Marinho e Tereza Cristina tentam conter a articulação de Alcolumbre, que negocia com partidos do Centrão um anúncio formal de apoio à sua recondução ainda nesta semana.

Eleição em 2027

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro. Após a derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula no domingo, lideranças da direita passaram a tratar a disputa pelo comando da Casa como o próximo embate entre governo e oposição.

A estratégia de Rogério Marinho e Tereza Cristina é avaliar qual dos dois reúne melhores condições para enfrentar Davi Alcolumbre.

O PL de Marinho terá a maior bancada da nova legislatura, com 29 senadores. Para vencer a eleição, são necessários 41 votos entre os 81 integrantes do Senado. Tereza Cristina, por sua vez, calcula que pode alcançar 42 votos caso receba o apoio do PL e consiga adesões individuais de parlamentares de outros partidos contrários à recondução de Alcolumbre.

Problemas na mesa

Um dos principais obstáculos nas negociações é o apoio dos presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, à recondução de Davi Alcolumbre. O presidente do Senado já discutiu o assunto com os dois e recebeu sinalizações favoráveis, assim como de representantes do MDB, Republicanos e Podemos.

No caso de Ciro Nogueira, há também o interesse em se reaproximar do Palácio do Planalto por meio de Alcolumbre, na tentativa de evitar que as investigações relacionadas ao Caso Master avancem contra ele.

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