Política

Procuradoria nega abuso de Tarcísio ao fechar metrô após ato de Lula em SP

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Denúncia feita por deputado do PT e advogado de Lula não apresenta provas suficientes para configurar abuso de poder de Tarcísio  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 27/10/2026, às 06h56



A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pediu o arquivamento de uma denúncia contra o Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, por abuso de poder política contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente reeeleito, durante manifesto  que ocorreu na Avenida Paulista, no dia 11 de setembro.

De acordo com o Metropoles, a notícia-crime foi feita pelo deputado estadual do PT Emídio de Souza e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. De acordo com a denúncia, o fechamento do acesso à estação Trianon-Masp do Metrô durante a dispersão dos manifestantes provocou tumulto e desordem.

Enquanto o ato ocorria, Tarcísio também na capital, em um evento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Conforme o promotor,  a denúncia não aponta nenhuma circunstância que ligue a decisão operacional à campanha bolsonarista.

O pedido de arquivamento diz ainda que o ato na Paulista ocorreu com a presença de Lula, com ampla cobertura, e os transtornos foram depois do encerramento da manifestação.“Ainda que se demonstrasse falha ou excesso na operação, um episódio de algumas horas na dispersão de um ato de campanha, numa eleição nacional, não teria a gravidade que […] exige para a configuração do abuso”, escreveu o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa.

Ainda segundo o Metropoles, a peça diz ainda que a legalidade da operação da Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Segurança Pública são de responsabilidade do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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