Política
por Bernardo Rego
Publicado em 24/09/2026, às 16h47
A partir de uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Polícia Federal (PF) realiza uma operação nesta quinta-feira (24) no gabinete do desembargador do TRF-1 Newton Ramos. Ele apareceu nos holofotes após ser pivô de conversas a respeito da influência que exercia junto ao ministro Kassio Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF) para a interlocução com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O procedimento acontece para esclarecer a existência de favorecimentos privados e eventuais desvios de conduta no exercício do cargo. No celular de Vorcaro foram encontradas mensagens que faziam menção a um contrato de honorários advocatícios de R$ 427 milhões destinado a um escritório de advocacia ligado à família do desembargador. Nas mensagens, os valores são associados à chamada “Turma do KN”.
De acordo com as investigações, o suposto esquema era tocado pelo desembargador Newton Ramos e pela mulher dele, Camilla Ramos, sócia do escritório de advocacia Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos.
O escritório se manifestou através de nota publicada nas redes sociais alegando que existem os contratos com o Banco Master, mas não recebeu qualquer pagamento a título de pró-labore ou de êxito. Diz ainda que não possui quaisquer vínculos com ministros do STF.
Confira a nota na íntegra:
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