Política
por Gabriela Pessanha
Publicado em 12/06/2026, às 12h00
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou um relatório nesta quinta-feira (11) que estima 63% da probabilidade do El Niño se tornar um dos "maiores eventos registrados historicamente desde 1950".
Segundo a agência americana, o padrão climático pode se tornar "muito forte" e alcançar o status de "Super El Niño".
Para atingir esse patamar, é necessário que a temperatura das águas aumente mais de 2°C no Pacífico. No entanto, alguns modelos estimam que o aquecimento será ainda maior.
As previsões indicam que o fenômeno se prolonga até o outono em 2026 e muito provavelmente durante parte do inverno.
O El Niño é formado pela influência das correntes de ar dos trópicos que fluem em direção à Linha do Equador, também chamadas de ventos alísios.
Sua rota natural é de leste para oeste.
Quando elas enfraquecem ou mudam de direção, as águas quentes se deslocam para o leste e esse aumento de temperatura causa alteração na circulação atmosférica e impactos nos padrões de vento e umidade.
O Centro de Previsão Climática utiliza o Índice Oceânico Niño para prever as alterações do fenômeno.
O índice monitora a temperatura da superfície do mar na "região Niño", no Oceano Pacífico.
Segundo a CNN, entre os impactos do El Niño na América Latina está o aumento das temperaturas e do volume de chuvas.
As ondas de calor devem atingir principalmente a região sudeste do Brasil.
Para mitigar os impactos negativos, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), se reuniu nesta quarta-feira (10) com outras autoridades.
O objetivo da reunião foi analisar os os prognósticos climáticos para o Brasil e debater os principais impactos do El Niño no território nacional.
Outra consequência do fenômeno é o branqueamento dos corais, processo que os torna mais sensíveis às altas temperaturas oceânicas.
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