Política
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 15/07/2026, às 07h14 - Atualizado às 07h23
O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) protocolou na segunda-feira (13) um pedido ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que seja realizada uma "investigação aprofundada" sobre a transferência do domicílio eleitoral da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP), que mudou seu título de eleitor de Mato Grosso do Sul para São Paulo.
A iniciativa ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026, nas quais tanto Salles quanto Tebet são apontados como pré-candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo.
Na representação encaminhada ao MPE, o parlamentar argumenta que as circunstâncias envolvendo a mudança do domicílio eleitoral da ex-ministra guardariam semelhanças com o caso do senador Sergio Moro (PL-PR), que teve a tentativa de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo barrada em 2022 pela Justiça Eleitoral por falta de comprovação de vínculo eleitoral com o estado.
Segundo Salles, os mesmos critérios adotados no episódio envolvendo Moro deveriam ser aplicados à situação de Tebet, especialmente no que diz respeito à comprovação de residência e de laços efetivos com São Paulo.
No pedido, o deputado solicita que o cartório eleitoral responsável informe ao Ministério Público a data exata em que foi realizada a transferência do título eleitoral da ex-ministra, além do conteúdo da decisão que autorizou a mudança de domicílio.
O parlamentar também requereu que Simone Tebet apresente documentos que, segundo ele, possam demonstrar a existência de vínculo com a capital paulista e com o estado de São Paulo.
Entre os documentos citados estão matrícula de imóvel em nome da pré-candidata, declarações de Imposto de Renda, comprovantes de pagamento de IPTU e outros registros que possam servir como prova de residência ou atividade econômica na região.
Ricardo Salles foi ministro do Meio Ambiente durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já Simone Tebet ocupou o cargo de ministra do Planejamento e Orçamento no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até deixar a função para se dedicar ao projeto eleitoral em São Paulo.
Até o momento, nem Simone Tebet nem sua assessoria haviam se manifestado publicamente sobre o pedido apresentado ao Ministério Público Eleitoral.
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