Política
O combate à direção sob efeito de álcool ganhou uma dimensão inédita no estado de São Paulo. Em 2025, o número de operações de fiscalização contra alcoolemia mais que dobrou, com crescimento de 125% em relação a 2024.
As ações saltaram de 565 para 1.273, acompanhadas por um aumento expressivo no total de veículos abordados, que chegou a 781,1 mil; quase 95% a mais que no ano anterior.
Segundo dados divulgados pela Agência SP, o volume de operações registrado em 2025 é quase 14 vezes maior do que o contabilizado em 2021, evidenciando uma mudança estrutural na política de fiscalização de trânsito no estado.
O avanço é atribuído a um novo modelo de atuação, baseado na integração entre Detran-SP, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana. A presença constante desses órgãos nas vias permitiu ampliar a capilaridade das fiscalizações e tornar a abordagem mais frequente e previsível para os motoristas.
A reorganização do planejamento e o uso coordenado das estruturas já existentes reforçaram a percepção de risco para quem insiste em dirigir após consumir álcool, fator considerado decisivo para a mudança de comportamento no trânsito.
As operações são definidas a partir de informações do Infosiga, plataforma que reúne dados sobre sinistros em vias urbanas e rodovias.
O sistema permite identificar locais e horários mais críticos, otimizando o número de abordagens. Dirigir sob efeito de álcool é hoje o segundo maior fator de sinistros e mortes no trânsito paulista, atrás apenas do excesso de velocidade.
Além da fiscalização, ações educativas complementam a estratégia, reforçando a legislação brasileira, reconhecida internacionalmente pelo rigor da chamada “tolerância zero”.
Recusar o bafômetro ou dirigir após ingerir álcool são infrações gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH. Em caso de reincidência, o valor dobra. Situações mais graves podem levar à cassação do direito de dirigir ou até à prisão, conforme previsto na Lei Seca.
Somente em janeiro de 2026, foram realizadas 46 operações em todo o estado; mais de uma por dia. Nesse período, 30.341 veículos foram fiscalizados, resultando em 771 infrações relacionadas à alcoolemia.
A maioria dos casos envolveu a recusa ao teste do bafômetro, além de autuações por direção sob efeito de álcool e situações enquadradas como crime de trânsito.
Para 2026, o governo estadual prevê ampliar o uso de inteligência de dados, integrar ainda mais os municípios ao sistema de trânsito e direcionar campanhas educativas a perfis de maior risco.
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