Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 06/05/2026, às 13h22
Na última terça-feira (5), a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) submeteu ao Conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI-SP) o projeto de um supercomputador de alta performance.
A proposta foi feita durante uma reunião com o Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas (CGPPP) e do Conselho Diretor do Programa de Desestatização (CDPED).
A iniciativa do Governo de São Paulo é voltada ao processamento de dados estratégicos e IA, e propõe um novo modelo de colaboração entre o poder público e o setor privado.
Segundo a Agência SP, a iniciativa busca posicionar o estado na vanguarda da infraestrutura computacional global. Atualmente, esse tipo de projeto está concentrado nos Estados Unidos e na Europa.
O Brasil ainda opera com uma capacidade limitada, o que acaba por frear inovações em setores críticos.
Com o supercomputador, o estado pretende eliminar gargalos em áreas fundamentais, permitindo avanços na saúde de precisão para a descoberta acelerada de medicamentos e na modelagem climática com previsões meteorológicas detalhadas.
Além disso, a estrutura impulsionará a indústria 4.0, através de simulações complexas que aumentam a competitividade, e a gestão de políticas públicas, com aplicações otimizadas em segurança, mobilidade urbana e defesa civil.
“A qualificação do projeto no PPI representa um avanço na estratégia do Estado de fortalecer sua infraestrutura digital e de inteligência artificial. São Paulo já concentra um dos principais ecossistemas de inovação do país, e a proposta é ampliar essa capacidade com uma estrutura de alto desempenho, essencial para aplicações em saúde, clima, indústria e políticas públicas”, disse o secretário executivo de Parcerias em Investimentos, Thiago Nunes.
Para garantir a viabilidade econômica e evitar que o projeto seja pouco aproveitado, o governo desenhou um modelo de “usuário âncora”.
O Estado utilizaria cerca de 30% da capacidade da máquina para serviços públicos e pesquisa acadêmica, enquanto os 70% restantes seriam comercializados para o mercado.
O objetivo é atrair empresas dos setores financeiro, de energia, tecnologia e agronegócio, criando um ecossistema autossustentável que reduza a dependência de investimentos públicos.
Embora a localização final dependa de análises técnicas de conectividade e disponibilidade energética, a região de Campinas surge como a principal candidata.
Com a qualificação do projeto, a próxima etapa será a modelagem detalhada, com realização de consultas e estruturação do edital.
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