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Vídeo: “Não vamos deixar colocar mais quatro Alexandre de Moraes”, diz Flávio em Guarulhos

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Em evento em Guarulhos, candidato afirmou que não permitirá novas nomeações de ministros com perfil semelhante ao de Alexandre de Moraes  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Charles Vieira
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 21/10/2026, às 20h20



O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que pretende impedir novas indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. A declaração foi feita durante um evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Só que a gente não vai deixar ele colocar mais quatro Alexandre de Moraes lá não”, declarou Flávio, ao criticar as indicações feitas por Lula à Corte.

Na sequência, o candidato afirmou que pretende indicar ministros que, segundo ele, respeitem a Constituição e sejam contrários às drogas e ao aborto.

Como Alexandre de Moraes chegou ao STF?

Alexandre de Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB), após a morte do ministro Teori Zavascki. A indicação recebeu 55 votos favoráveis e 13 contrários no Senado.

Antes de assumir a vaga, Moraes ocupou cargos públicos em governos de São Paulo e no governo federal. Em 2002, tornou-se secretário estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania durante a gestão de Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB.

Em 2005, passou a integrar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após indicação da Câmara dos Deputados e aprovação do Senado. Anos depois, ocupou secretarias municipais na capital paulista e comandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Em 2016, deixou o governo estadual para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a Presidência de Temer. No ano seguinte, foi indicado ao Supremo.

Temer declarou apoio a Flávio Bolsonaro

O ex-presidente Michel Temer anunciou em 5 de outubro apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula. Em declaração enviada à imprensa, ele afirmou que o resultado do primeiro turno demonstrava o desejo de mudança por parte do eleitorado.

“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, declarou Temer.

No primeiro turno, Flávio recebeu 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula teve 53.879.538 votos, ou 45,16%, conforme os resultados citados pelo Metrópoles.

O apoio de Temer foi anunciado em caráter pessoal. No primeiro turno, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não apoiou oficialmente nenhum candidato à Presidência e liberou os diretórios estaduais para estabelecer alianças locais.

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para domingo (25).

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