Política
Dois novos casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados no estado de Bengala Ocidental, na Índia. A ocorrência reacende a atenção das autoridades sanitárias para um patógeno classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido ao potencial epidêmico e à inexistência de vacina ou tratamento específico. As informações são do Viva Bem UOL.
Em 2024, um adolescente de 14 anos morreu no país após ser infectado, sofrendo uma parada cardíaca durante a internação. No ano anterior, em 2023, o vírus foi detectado em 706 pessoas na Índia, reforçando a recorrência dos surtos no território.
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são considerados os principais reservatórios naturais, mas outros animais, como porcos, também podem atuar como hospedeiros intermediários, como ocorreu no primeiro surto registrado, na Malásia.
Além da transmissão animal-humano, o vírus pode se espalhar por meio de alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas infectadas, o que amplia o risco de disseminação em situações específicas.
O período de incubação varia, em geral, de quatro a 14 dias, embora já tenham sido relatados casos de até 45 dias. A infecção pode evoluir para quadros graves de encefalite, com inflamação severa do cérebro e alta taxa de letalidade.
Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, convulsões e alterações no nível de consciência. Em alguns pacientes, também surgem quadros de pneumonia. Os sinais iniciais são inespecíficos, o que dificulta a identificação precoce e o controle de surtos.
Atualmente, não existem medicamentos específicos nem vacinas aprovadas contra o vírus Nipah. O tratamento se limita ao controle dos sintomas, como convulsões e complicações respiratórias. Embora alguns antivirais já tenham sido usados como suporte em surtos anteriores, não há comprovação científica robusta de eficácia.
Especialistas afirmam que o vírus permanece geograficamente restrito a regiões da Ásia, como Índia, Malásia e Indonésia. A possibilidade de chegada ao Brasil é considerada baixa, a menos que ocorra uma ampla e sustentada transmissão entre humanos.
Classificação Indicativa: Livre