Política
Com o retorno das aulas se aproximando, a escolha do transporte escolar volta a preocupar pais e responsáveis. Além de avaliar motoristas e rotas, há um item pouco conhecido, mas essencial para a segurança das crianças: o cronotacógrafo, equipamento obrigatório em vans e ônibus escolares, responsável por registrar todo o trajeto do veículo.
Popularmente chamado de tacógrafo, o aparelho funciona como uma “caixa-preta” do transporte. Ele registra dados como velocidade, distância percorrida, tempos de parada e períodos de direção do motorista. Essas informações têm valor legal e podem ser usadas em investigações, denúncias ou em caso de acidentes, desde que o equipamento esteja certificado e dentro das normas.
Segundo orientações do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), divulgadas pela Agência SP, o uso do cronotacógrafo é exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro desde 1997, inclusive para o transporte escolar. O equipamento não apenas precisa estar instalado, como também passar por verificação metrológica periódica para garantir a confiabilidade dos dados registrados.
Após ensaios realizados em postos credenciados pelo Inmetro, os relatórios são analisados pelo Ipem-SP. Se aprovados, o veículo recebe um certificado de verificação válido por dois anos em todo o território nacional.
Pais e responsáveis devem verificar se a van ou o ônibus escolar possui o certificado do cronotacógrafo dentro da validade. Essa consulta pode ser feita online, por meio do sistema oficial que reúne informações sobre a situação do equipamento. A ausência do certificado ou o uso irregular do instrumento pode resultar em penalidades ao proprietário do veículo.
Além disso, o cronotacógrafo utiliza discos de papel ou fitas que armazenam os dados da condução e precisam ser trocados a cada 24 horas ou, em alguns casos, a cada sete dias.
A fiscalização tem sido intensa. Apenas em 2025, o Ipem-SP verificou mais de 230 mil cronotacógrafos em todo o estado. O número reforça a importância do equipamento como aliado da segurança viária, não só para crianças e adolescentes, mas para todos que compartilham ruas e estradas.
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