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Publicado em 28/02/2026, às 08h00 Foto: Freepik Nathalia Quiereguini
Fevereiro é o mês mais curto do ano, mas você já se perguntou por quê? A resposta está na história e na necessidade de organizar o tempo conforme o movimento da Terra.
Tudo começou com o calendário romano, criado há mais de 2 mil anos.Inicialmente, os romanos tinham um calendário lunar de 10 meses, totalizando 304 dias.
Esse modelo não acompanhava corretamente as estações do ano, causando descompassos que afetavam a agricultura e a vida cotidiana.
Para resolver isso, o rei Numa Pompílio acrescentou janeiro e fevereiro, expandindo o calendário para 12 meses e 355 dias.
Os romanos consideravam os números pares azarados. Por isso, alternavam os meses entre 29 e 31 dias, e fevereiro acabou ficando com 28 dias justamente para equilibrar o sistema e completar o ano.
Foi assim, segundo a revista Exame, que o mês mais curto do ano surgiu.
Séculos depois, Júlio César reformulou o calendário, criando o calendário juliano, com 365 dias e um ano bissexto a cada quatro anos.
Esse ajuste corrigia o descompasso entre o calendário e o ano solar, o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol, cerca de 365 dias e 6 horas.
Sem essa correção, as estações se deslocariam, afetando agricultura e atividades humanas.
No século XVI, o papa Gregório XIII ajustou o calendário, criando o gregoriano, usado até hoje. É nesse sistema que o 29 de fevereiro ganhou destaque, com seu caráter raro e curioso.
Legalmente, em anos comuns, muitos países permitem celebrar em 28 de fevereiro ou 1º de março.
Estima-se que menos de 0,07% da população mundial tenha nascido nesse dia, o que torna a data ainda mais especial.
A curta duração de fevereiro e os anos bissextos mostram como o ser humano precisou adaptar o tempo à natureza.
Sem essas correções, o calendário entraria em descompasso com as estações, impactando a agricultura, eventos e a organização da sociedade.
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