Negócios
Publicado em 29/05/2026, às 14h31 Foto: Reprodução/Agência Brasil Amanda Ambrozio
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou uma aceleração significativa no primeiro trimestre de 2026, registrando um crescimento de 1,1% em comparação aos últimos três meses de 2025.
Este é o resultado trimestral mais robusto em um ano, superando a expectativa de 1,0% do mercado e colocando a economia brasileira em seu patamar mais alto da série histórica, segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE.
Segundo o SBT News, o desempenho foi impulsionado pela resiliência do mercado de trabalho, medidas de estímulo fiscal e a força dos setores produtivo e industrial.
No entanto, o cenário é acompanhado com cautela devido aos impactos inflacionários da guerra entre EUA, Israel e Irã, que elevou os preços do petróleo, e à manutenção de taxas de juros elevadas.
O setor agropecuário cresceu 2,0%, se recuperando da estagnação do final do ano anterior. Já a Indústria teve alta de 1,0%, o melhor desempenho desde o fim de 2023.
"Isso mostra alguma recuperação da indústria, ainda que parcial, mas puxada principalmente pela indústria extrativa (+3,6%), que é menos dependente da política monetária. Os itens mais sensíveis à política monetária, a indústria de transformação, continuam com desempenho mais fraco, variando negativamente no ano contra ano", disse Antonio Ricciardi, economista do Daycoval
Já o setor de serviços, que responde por 70% da economia do país, desacelerou sua expansão a 0,5% no primeiro trimestre, de 0,7% no período anterior.
No lado das despesas, o consumo familiar alcançou 1,0%, superando a taxa de 0,2% registrada no trimestre anterior. Os números foram impulsionado pelo aumento da massa salarial, expansão do crédito e políticas públicas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda.
O consumo do governo desacelerou para 0,4%, vindo de uma alta de 0,9% no último trimestre de 2025.
No entanto, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimentos, apresentou uma forte recuperação de 3,5%, revertendo a retração de 3,4% observada no período anterior.
Apesar do crescimento robusto, especialistas apontam pontos de atenção. O economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, destaca que a economia tem se mostrado resistente a choques globais, mas alerta que os incentivos fiscais podem forçar o Banco Central a manter os juros altos por mais tempo para conter a inflação.
Suspeito de integrar grupo especializado em roubos com motocicletas em Pinheiros é preso
Gloria Groove está confirmada na Parada LGBT+ de SP; veja lista de atrações