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Publicado em 14/07/2026, às 16h05 Foto: Magnific Amanda Ambrozio
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.
A nova composição, chamada de E32, entrará em vigor em 1º de agosto, em caráter experimental por 180 dias, podendo ser prorrogada.
Segundo o SBT News, a medida busca reduzir a dependência da importação de combustíveis e ampliar o uso de biocombustíveis produzidos no país.
A decisão do CNPE mantém o percentual abaixo do limite máximo de 35% previsto na Lei do Combustível do Futuro.
Para que a mistura se torne permanente, será necessária uma nova deliberação do conselho ao fim do período de testes.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a adoção do E32 permitirá reduzir a importação de cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano.
O governo argumenta que o aumento da participação do etanol nacional também diminui a exposição do mercado brasileiro às oscilações dos preços internacionais do petróleo, principalmente diante das recentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que pressionaram o valor dos combustíveis.
Apesar da aprovação da nova mistura, o CNPE não avançou na discussão sobre o fim do subsídio à gasolina.
O governo informou que pretende reavaliar a medida nas próximas semanas, aguardando maior estabilidade no mercado internacional antes de tomar uma decisão.
Além da mudança na gasolina, o CNPE discutiu outras medidas para o setor energético durante a reunião desta terça-feira (14).
Entre elas estão possíveis alterações nas regras para o biodiesel, incluindo restrições à importação, e o fortalecimento da atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na fiscalização do mercado de combustíveis.
O conselho também analisou temas ligados ao setor de gás natural e energia nuclear. Entre eles, a possibilidade de comercialização da parcela da União na produção de gás do pré-sal e a renegociação das dívidas da Eletronuclear com o BNDES e a Caixa Econômica Federal relacionadas à Usina Nuclear Angra 3.
As obras da usina estão paralisadas desde 2015 e voltaram à pauta do CNPE nos últimos anos.
Segundo estimativas do BNDES, a conclusão do empreendimento custaria cerca de R$ 24 bilhões, enquanto o encerramento definitivo do projeto teria custo semelhante, estimado em aproximadamente R$ 26 bilhões.
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