Polícia

Caso Gisele: Tenente-coronel acusado de matar esposa é aposentado com salário integral

Geraldo Leite Rosa Neto está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes  |  Reprodução/TV Globo

Publicado em 02/04/2026, às 10h58 - Atualizado às 10h59   Reprodução/TV Globo   Redação BNews São Paulo

Uma portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta quinta-feira (2) em que manda para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso acusado de feminicídio pela morte da sua esposa, a policial Gisele Alves Santana.

Na portaria, que foi assinada pela Diretoria de Pessoal da PM, diz que Geraldo Neto tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais. Ele vai continuar a receber R$ 28,9 mil brutos, seu salário antes de ser preso. 

O tenente-coronel é acusado de forjar a morte da esposa que foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça no apartamento onde o casal vivia no Brás, no Centro de São Paulo.

O policial contou que a esposa havia cometido suicídio, mas as investigações descobriram uma série de lacunas na versão do tenente-coronel, que teve a prisão preventiva decretada e está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março, após prisão preventiva ser decretada pela Justiça Militar, Ele é acusado de feminicídio e fraude processual. De acordo com o Ministério Público, laudos periciais, reprodução simulada e mensagens analisadas indicam que o tenente-coronel segurou a cabeça de Gisele e atirou contra ela.

Na sequência, ainda segundo a acusação, ele teria manipulado a cena do crime para simular que a soldado teria tirado a própria vida, o que fundamenta a imputação de fraude processual.

Reprodução/ Diário Oficial

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